Megalosapiens acordou de um pesadelo,
Na mesma cama que havia dormido,
Lavado em agua, como pau,
Levantou-se de seu tumultulu.
E seguiu a metropole.
Era mais um dia comum.
Como um dia era a mais.
Rotina, ruas pequenas e um vendedor frances.
Na saida de seu imovel,
Moviam-se todos os conterraneos,
Terraqueos mundanos, dizendo-se comtemporaneos,
O asfalto não lhe falta aa vista.
Parece que todo o mundo foi coberto.
O ar toma conta de seus pulmoes,
Ele tosse e sabe que está em casa.
Ajeita seu chapéu contra raios UVA – UVB – UVC...
E move os pés por cima da rua.
Chegou ao limite de não saber
Se o que pisa é dejeto, gente ou feto.
Segue o caminho em megapassos,
E acredita haver chegado onde ia.
Aqui nada se perde diz a placa,
tudo se encaminha,
Segue o curso,
Sobe ao decimo,
Megalosapiens senta, sorri e sauda.
Espera a hora da maquina,
E volta a si as 6. Em ponto,
Dalí pra frente diz ser livre qual França.
Mas ainda educa os seus como animais,
Ainda forma laços maquiavelicos,
ainda traga o peso da genetica,
E continua sendo um numero/barra/numero.
Seu tamanho sateliza sua força.
Diluindo sua vontade de mudança.
Mudo segue megasapiens frente ao mundo.
Aceita o clima, as mudanças, as censuras,
Dizendo ser alheio ao poder.
Torna a casa, quando lhe conveem
Tomba-se no mesmo drama,
Assiste novela como se fosse sua.
Se identifica com a esperança alheia,
Dorme e tem sonhos insolitos,
ele é deus, os seus são todos Ele,
Perdido nesse infinito de si,
Megalosapiens acorda de um pesadelo.....
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