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sábado, 21 de agosto de 2010

Latexeca

A caixa era cara, quase tão pomposa quanto
A boneca era um encanto.
Feiches de ouro, e uma senha clichê.
Dr. Parnasiano.
Vinha cheia de instruções,
Negações, e vibrações.
E presa em neoprene,
“para não machucar por fora”
Procurei pela cola das bordas,
Para não rasgar lhe o plástico
Romantismo fantástico.
Rompi a membrana, de seu embryo
Placenta, envolvia a marionete.
Despreguei sua chagas,
Ela continuava ereta.
A ultilizaçao correta.
Era recomendada a óleo.
Minha Boneca de Látex,
Brilha, reluz toda preciosa,
Formosa, pomposa.
Mas leva uma casca protetora,
Sua beleza encantadora.
E a cena da hora mágica.
Sua arrogância, trágica.
Sai da caixa e pede um sapato.
Ordena que se encontre seu casco.
Seu zíper é orgânico,
Não se abre ao comando semântico.
É romântico,
Pouco a pouco deslizamos em seus lençóis
Pouco a pouco caio em sua teia.
Minha boneca sereia,
Late, em látex.
E quando me vejo cachorro.
A quatro patas me jorra o jorro.
Desce o zíper.
Socorro.
Minha boneca de luxoátex.
Luxuria e vortex.
Eres minha musa inspiradora.
Eu falando com a boneca.
Sem que ela respondesse.
Suas palavras saiam ao foder-se
Tinha um milhão de frases,
Dizia um milhão de fases.
Mas não lhe saia a mascara.
Pois dizia na instrução
É boneca de emoção.
Fica nua quando quer.
Muito tempo depois,
Ao tirar lhe a mascara.
A boneca já era minha mulher.

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