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terça-feira, 2 de setembro de 2008

Carnificina Epicúrea

Prazeres superfulos
dominam minha pele.
Sinto a cada pulsar
um orgasmo.
A cada salivar
um espasmo.
Pede mais,
minha carne tremula.

Nunca nada
é suficiente,
Insaciavelmente
dependendo dos sentidos,
Meu corpo avido borbulha.
Não se contenta,
Meus musculos famintos
convulsionam
Insatisfeitos
Incompletos.
Imperfeitos.

Na dor
encontro minha felicidade.
Nela
reside minha posteridade.
A certeza da lembrança.

Metromasoquista
com muito prazer.
Com queijos faço banquetes.
Disfruto
o fruto
e a carne.
Sou escravo
de meus desejos
com gosto.
Preso
nesse circulo voluptuoso
me encontro.
Estupro minha propria vontade
a frio.

Faço orgias
em couro
sozinho em seu Jardim.

Todos meus fracassos
são vitorias,
Perco o jogo
perco o premio,
Ganho mais uma marca vermelha na carne.

Teus medos nao mais me ferem.
Sou mais vazio do que atomos.
Sou mais reaçoes do que fatos.

Sou deus e não temo.
Minha santissima trinidade,
É a razão,
a fé
e a mutabilidade.
Faço de um pão
carnificina,
Alimento a faminta gente.
Que sofre
de teus medos.

Bebo sangue de carnes alheias.
Da morte me fascina sua ambiguidade.
Libertino,
devoro seu misterio .
Não vivo,
morro.
Como todos,
conto os anos passados.

E a morte não me satisfaz.
Peço mais,
reencarno.

Aa Chaplin termino minha exitencia
Num soluço
catarsico
venereo.
Me transformo em vazio.

Sou unico, sou meus iguais.
E sozinho
desmaterializo.
Transmuto,
metamorfo,
morro.

Um comentário:

Lipe disse...

vida sublime