Teu brilho, ó Aurora minha cara.
Ofusca teus pardos olhos mel
Meu desejo, lenço branco a tua tara.
Teu cheiro, ó Aurora meu bordel.
Essa luz de tuas miradas resplance.
Em minha fronte, tal qual aurora boreal.
E teus modos inurbanos entorpecem.
O instinto de minha alma animal.
Ó Aurora minha descontroladamada
Não entendo tuas curvas - tentação.
Tua luz que clareia minha paixão.
Acendendo meu tesão de forma rara.
Lux Fer de meu amor em fogo.
Endemonia minha razão fraca.
Potadora do meu querer louco.
Corta-me a lógica pouca a tua faca.
Apagando meu discurso entortado.
E jogando minha pobre lingua fora.
Me teras como eterno seu escravo.
Pra sempre minha feudal senhora.
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