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sábado, 27 de setembro de 2008

Lobo estepário

Há duas almas em meio peito.
Disse Fausto em sua historia diabólica.
Concordo e discordo do meu jeito.
Mas aceito sua infernal vendida glória.

Pois em meu corpo vivem almas incontaveis.
Se chocam se jogam e questionam.
Mas convivem sem problemas consideraveis.
São irmãs, familares e colisionam.

Duas almas serão pouco a grande vida.
Cada uma tem sua propria escapada.
Uma delas vive em eterna saida.
Outra mantem todo passo a uma entrada.
Uma é negra, usurpadora e interesseria.
Outra leva o branco alvo da cegueira.
Tem a que não sabe que cor leva.
E a que leva as cores, onde não sabe.
Uma que retorse em quanto arde.
Outra que morde em quanto late.
Mas algumas são mas velhas e só contam.
Suas historias a outras almas que despontam.
Há ainda as que acabam de nascer.
Justo onde algumas acabam de morrer.
E as que beijam, as que brigam e logo beijam.
As orgasticas as puristas e as castiças.
As unicas, as gemeas e as triliças.
De porco, alma pura e almatada.
Animalma, e a alma malamada.
Dois milhões de almas, Oh, vivem em meu peito.
E para faze-las calalmas Oh, a todas aceito.

Aurora

Teu brilho, ó Aurora minha cara.
Ofusca teus pardos olhos mel
Meu desejo, lenço branco a tua tara.
Teu cheiro, ó Aurora meu bordel.

Essa luz de tuas miradas resplance.
Em minha fronte, tal qual aurora boreal.
E teus modos inurbanos entorpecem.
O instinto de minha alma animal.

Ó Aurora minha descontroladamada
Não entendo tuas curvas - tentação.
Tua luz que clareia minha paixão.
Acendendo meu tesão de forma rara.

Lux Fer de meu amor em fogo.
Endemonia minha razão fraca.
Potadora do meu querer louco.
Corta-me a lógica pouca a tua faca.

Apagando meu discurso entortado.
E jogando minha pobre lingua fora.
Me teras como eterno seu escravo.
Pra sempre minha feudal senhora.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Excesso

A politica do excesso
me faz grande.
Analitico processo
De eterno viajante.


Tal politica excessiva.
Me movimenta.
A critica furtiva.
De eterno caminhante.



Esta politica extrema.
E contrapeso.
Erotica trama externa.
De eterno chispeante.


Qualquer uma das pontas vale.
Pra desequilibrar a balança.
Pra que o proximo não se cale.


Qualquer contrapesada pujança.
Pra descompassar o baile.
Pra celebrar a insemelhança.

domingo, 14 de setembro de 2008

XOK (www.xokmag.wordpress.com)

Fisiologia e espasmo catarsico.
Somos todos pura energia.
Pura loucura, de mente vazia.
Um realismo fantastico.

Voltz e mais voltz em cada sinapse.
Somos todos bateria.
Pura reação de alguma proteina.
O resultado do apice.

Vital energia, nossa alma oriental.
Emana valores e impulsiona.
Libera o chi que aprisiona.
E tranforma o metafisico em real.

Uma força mais que energetica.
Um poder mais que forte.
A iluminação profetica.

Produzimos a ponto de estoque.
Usinas perfeitas de corrente eletrica.
Somos raio, somos choque.

Adultessencia

Era morena com cabelos sedosos.
Tinha pele de anjo caido.
Um sorriso pecador libidinoso.
Eu um desejo retraido.

Com poucas primeveras vividas.
Era abençoada com eterna ternura.
Suas mamas recem nascidas.
São merecedoras de toda loucura.

Com olhos de ninfa sem vicio.
Tinha a mirada puramente sensual.
Asexuado desperdicio.
Prazer espiritual.

Seus labios eram pouco gastos.
Cada beijo me roubava a paz.
Seus movimentos bucales castos.
Dentro de minha boca fulgaz.

Cada centimetro que lhe tocava.
Sentia seus arrepios adolescentes.
Sua pubis me vociferava.
Seu prazer em goles quentes.

Um cheiro de botão primaveral.
Brotava de seus poros conservados.
Brotando em meu tesão carnal.
A dura paixão dos desgraçados.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Puverdade

Porque é tido como errado.
Apaixonar-se por alguem novo.
Um adulto visto depravado.
É motivo de repudio e estorvo.

Quando joga seu encanto puro.
O leite de seu cheiro aguça o pecado.
Emociona e mantem duro.
O velho prazer do obcecado.

Qual beleza é o encanto da jovem.
Aos olhos do amante proibido.
Seus olhos - conquistam a ordem;
Sua ternura, a madura libido.

Como envolve a facil presa.
Lhe tem aa sua vontade ingenua.
E constroi sua vida de realeza.
Sobre a antiga carne tremula.

Onde queira tem seu dote.
E seu charme é não quere-lo.
Seu padrinho a tem por forte.
A razão de seu doidelo.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Versunido

Tão perfeitos
seres somos,
Há arquitetura
en nossas celulas,
Somo pontes,
esquinas,
aureos.
Uma matematica de moleculas.
Cada canto escuro,
curva oblicua,
Cada atomo pensado,
calculado.
Somos experiencia,
empiricos,
Cobaias de um legado,
Genesis,
somos.
Nos recriamos,
nos decompomos,
Crescemos como humanos.
O tempo passa
e passam tempos.
O estar humano
segue perfeito.
Como parte
de um todo numerico.
Entre parentesis equacionais,
Esperamos o sinal de igual?
Ser e estar perfeito.
É estar e ser completo.
Uma vontade do inteiro.
Somos onde estamos.
Fundidos, tudo é e está, supremo.

sábado, 6 de setembro de 2008

Canção do Auxilio

Meu exilio tem saudades
Porque lamenta, quem saberá?
M’ as vozes que aqui gorjeiam,
Não gorjeia um Sabia;

Nosso fel tem mais centelhas,
Nossas falhas tem mais dores,
Nossos choques tem mais vida,
Nossa vida mais sabores.

Em cismar – no fio, do açoite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem ideias,
Gorjeadas pelo ar.


Minha terra tem terrores
Que tais não encontro eu cá.
Em cismar – no fio do açoite –
Mais prazer encontro eu lá.
Minha terra tem sabores;
Que tais não encontro eu cá.

Mas permita deus que eu morra,
Se nunca voltar para lá,
Sem que disfrute seus terrores,
Que não existem por cá,
Sem que ouça a minha janela,
O Sabia a chorar.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Carnificina Epicúrea

Prazeres superfulos
dominam minha pele.
Sinto a cada pulsar
um orgasmo.
A cada salivar
um espasmo.
Pede mais,
minha carne tremula.

Nunca nada
é suficiente,
Insaciavelmente
dependendo dos sentidos,
Meu corpo avido borbulha.
Não se contenta,
Meus musculos famintos
convulsionam
Insatisfeitos
Incompletos.
Imperfeitos.

Na dor
encontro minha felicidade.
Nela
reside minha posteridade.
A certeza da lembrança.

Metromasoquista
com muito prazer.
Com queijos faço banquetes.
Disfruto
o fruto
e a carne.
Sou escravo
de meus desejos
com gosto.
Preso
nesse circulo voluptuoso
me encontro.
Estupro minha propria vontade
a frio.

Faço orgias
em couro
sozinho em seu Jardim.

Todos meus fracassos
são vitorias,
Perco o jogo
perco o premio,
Ganho mais uma marca vermelha na carne.

Teus medos nao mais me ferem.
Sou mais vazio do que atomos.
Sou mais reaçoes do que fatos.

Sou deus e não temo.
Minha santissima trinidade,
É a razão,
a fé
e a mutabilidade.
Faço de um pão
carnificina,
Alimento a faminta gente.
Que sofre
de teus medos.

Bebo sangue de carnes alheias.
Da morte me fascina sua ambiguidade.
Libertino,
devoro seu misterio .
Não vivo,
morro.
Como todos,
conto os anos passados.

E a morte não me satisfaz.
Peço mais,
reencarno.

Aa Chaplin termino minha exitencia
Num soluço
catarsico
venereo.
Me transformo em vazio.

Sou unico, sou meus iguais.
E sozinho
desmaterializo.
Transmuto,
metamorfo,
morro.