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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Um bigo qualquer

Se meu umbigo
fosse teu mundo
Minhas horas
seriam segundos.
Como inquilina
do meu furo.
Me alimentarias,
estou seguro.

Se meu coração
batesse ao teu.
Minhas pulsações
em apogeu.
Espirrariam
do gêiser,
magma.
Num jato vil
como arma.


Se o centro do meu corpo
fosse teu meio.
Minhas noites,
afagaria em teu seio.
E teus sonhos
seriam minhas verdades.
Viveríamos, do outro, uma metade.


Se minhas pintas
fossem tua horta.
Minha pele deixaria
de estar morta.
E teu toque
me faria
ter mais colheita.
Cada raio neurológico
uma tormenta.

Se comigo estivesse
quando sozinha.
Eu também de ti
me completaria.
E
Dançaríamos sutilmente a melodia.
Do eterno respirar em harmonia.

Um comentário:

Camila Fremder disse...

Aluga-se umbigo no Brasil...
Pequeno, porem limpinho.
Tratar com a proprietária.