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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Sangue cinza

I

Urbano,
um ser humano mundano.
De aslfalto,
cinza como qualquer um.
Numero indecifravel dessa terra fria.
Urge urbe dos seus poros.
Necessidade de uso topico.
Pela cidade de futuro utopico.
Caminha o cidadao, quem?
O cidadao de ninguem.
Metropolitando o habito da rotina.


II
Abre a porta de sua geladeira, branca.
Já toma a mesma marca de leite a dias.
Para efemeros isso é heresia.

III
Continua penteando o cabelo, calvo.
E espera a agua esquentar.
A do banho, do café, e do carro a alccol.
Sai de casa, faz o mesmo caminho.
Conta semaforos, postes, degraus e pessoas.


IV
Sua metropole é de todos.
Seus olhos são coletivos.
O tal “eu”, é mais um.
Numero, letra, barra, numero.

Respira fumaça e não fuma.
Aceita o terror e não grita.
Se faz de cego ao cego.
E limpa as mãos com uma moeda.


V
Uma hora perdida.
Elevador, gente dentro de seu gigante espaço vital.
Micromegalomania, tudo é grande mas falta espaço.
Paradoxopolis, a megameca de muitos.
Mesmo toque, mesmas frases no mesmo horario.

Seis.
Pronto
no ponto e bate.
Missão cumprida, bom filho.


Diversão, entretenimento, gente e mais gente.
Rotineira fisica quantica.
Foi parar num bar, os “amigos” oferecem.
Metropolisapiens não nega.
Segue a tendencia.

Cria opiniões, filhos, laços.
Endurece o peito e cospe informação.



VI
Passageiro da metropole.
Ainda fora de casa, volta,
A si, deixara o carro no trabalho.
Toma tres saideras e ainda não foi.
A noite é sua filha, soturno.
Diz ver o sol nascer todos os dias.
Como quem morre.

E desperta todo dia sem ter dormido.
Abre a mesma geladeira, os mesmos jornais
Toma o mesmo leite e o mesmo caminho.
Corre sangue cinza em suas veias.
O asfalto o faz macio.
O contraponto da dureza derrete seus muros.
Sateliza todos a sua volta e se funde.
Num perder-se consentido sem consciencia.
Uma mescla partidaria vive o homem mundano.
Vive insano, profano, ser do engano.
Sobrevive e sobreatua, sua nua verdade crua.

De pequena celula celulitica, pouco critica.
Ser infimo, incontavel e desprezivel.
Na imensidão da cidade
É mais, um numero um, entre o nada.
Fusao de matéria.
De uma verdade imensuravel.

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