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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Predador

O menino que chora,
na minha rua,
não tem nome.
Nem a rua,
nem suas lagrimas de pseudo fome.

Seu choro fino
foi vendido por algumas balas.
Menino crocodilo lacrimejante
de finas falas.
Sentado ao meio fio
ele suplica por socorro.
A água no seu rosto
não se sabe se é choro.
Fui eu que o ensinou a mentir,
estelionatar.
Roubar,
furtar,
enganar,
dissimular.

Sou eterno culpado de sua sina
O meliante que o estancou na esquina.
Carrego mil deles na coluna vertebral.
Sou réu confesso da desigualdade social.

O menino que chora
na minha rua,
não some.
Nem a rua,
nem suas lagrimas de pseudo homem.

Seu plano fino
foi comprado por algumas falas.
Menino crocodilo lacrimejante
– pergunto - porque calas?
Se tua vida é enganar
os que enganam em suas salas.


O menino que chora em minha rua está certo.

Sendo mais digno que muito parasita.
Ele engana sua presa com facilidade.
Nunca come mais do que necessita.
Dobra ao meio o dobro de sua idade.

É um predador nessa selva de concreto.

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