Desesperança é o mote da vida.
Entre otimismo e pessimismo reside
Uma verdade deveras corroída.
O realismo minha vida preside.
Pois viver anda mais que escrotal.
Nesse plano carnal que só agride.
O que deveria ser natural.
É um fardo a ser engolido.
Na mais pura fase anal.
Está realmente tudo fodido.
Ter valores já não vale pra nada.
O verdadeiro daqui foi banido.
A honra anda tão deturpada.
Que a palavra já não tem mais valor.
A evolução a fez abdicada.
Caminhamos pro primeiro ardor.
A implosão do Uno e do Verso.
E o hipnotismo febril do torpor.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
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