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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Eu não Lilo

Sou mais
um puto tarado.
Um amador desesperado.
Servo de um desejo abominado.
Um eterno apaixonado.

Não sou
nenhum dito monstro.
Muito menos porto-me mal.
As crianças não dão-me gosto.
Não despertam o desejo carnal.

Sou viciado.
Pela carne pouco tocada.
Sua metrica recem criada.
É um deleite a minha mirada.

Adolescentes
são de adultos pontes.
Sua rebeldia os faz elixir.
O suco da buscada fonte.
A razão de aturdir.

Por isso não culpo nenhum dos meus.
E entendendo cada gerontofilia aflita.
Nabokov e os motivos seus.
Ao descrever tão desejavel Lolita.

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