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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Eu não Lilo

Sou mais
um puto tarado.
Um amador desesperado.
Servo de um desejo abominado.
Um eterno apaixonado.

Não sou
nenhum dito monstro.
Muito menos porto-me mal.
As crianças não dão-me gosto.
Não despertam o desejo carnal.

Sou viciado.
Pela carne pouco tocada.
Sua metrica recem criada.
É um deleite a minha mirada.

Adolescentes
são de adultos pontes.
Sua rebeldia os faz elixir.
O suco da buscada fonte.
A razão de aturdir.

Por isso não culpo nenhum dos meus.
E entendendo cada gerontofilia aflita.
Nabokov e os motivos seus.
Ao descrever tão desejavel Lolita.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Excesso

A politica do excesso
me faz grande.
Analitico processo
De eterno descontente.


Tal politica excessiva.
Me movimenta.
A critica furtiva.
De eterno caminhante.



Esta politica extrema.
é contrapeso.
Erotica trama externa.
De eterno chispeante.


Qualquer uma das pontas vale.
Pra desequilibrar a balança.
Pra que o proximo não se cale.


Qualquer contrapesada pujança.
Pra descompassar o baile.
Pra celebrar a insemelhança.

Encruzilhada

Ainda penso que vendi minha alma.
Num dia de raiva extrema.
A razão escapou-me a palma.
A conclusao não causou edema.

Um tal rebelde caido.
Me parece muito louvavel.
Mesmo que figure como aturdido.
Tinha uma razão palpavel.

Era um anjo vivolatil.
Suas asas não lhe prendiam.
Lhe faltava a emoção tactil.
Ver que coisas resplandeciam.

Portador da luz divina.
Era o sabio pecador.
Lhe nomearam voadora rapina.
Derrubaram o traidor.
E da queda este ha aprendido.

Pois baixou pela terrena terra.
E passou pelos carnais fodidos.
Encontrou-me em passional guerra.
A razão se havia perdido.

Lhe fiz proposta irrefutavel.
A alma de um estranho louco.
Pelo eterno prazer irrecusavel.
De alguem que pensa pouco.

Nosso Pai

Deus meu que esta em tudo,
Santificadas sejam tuas formas.
Venha a nos o misterio inteiro.
Seja feita a cumplicidade.
Por toda a terra e não no céu.

Nossa comida de cada dia
Trabalhemos hoje.
Perdoai as nossas crenças.
Assim como acreditamos.
Entender o desconhecido.

Não nos deixe cair em religião.
E proteja ao reino animal.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Linguofilo

Eu,
Te amo em letras,
Em tuas virgulas abertas
Tuas linhas, cada traço.
Te amo em sintaxe
Em teus paragrafos rispidos,
Teus hiatos heroicos,
Amo tuas entrelinhas,
Tua gramatica intensa,
Teu versar em prosa,
Tua fossa.
Te amo em estrofes,
Eu te amo, Ama.
Amas tu quem te ama em desespero?
Eu
Te
Amo
em silabas.
Em tua morfologia de fel.
Teus signos realiztados.
E sempre te amarei.
Como amo um livro sagrado
Como servo de ti.
Como a mãe que perdi
Amo do vocabulario.
Como amo-te.

A cada palavra tua.
Meu peito escreve branco.
O pobre musculo do tranco,
Amarelado corrido.
Apertando todos os sonhos
Que nao pöde amar.

Implo(ra)ode.

Sentimento subjetivo
De quem ama em letras.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Um bigo qualquer

Se meu umbigo
fosse teu mundo
Minhas horas
seriam segundos.
Como inquilina
do meu furo.
Me alimentarias,
estou seguro.

Se meu coração
batesse ao teu.
Minhas pulsações
em apogeu.
Espirrariam
do gêiser,
magma.
Num jato vil
como arma.


Se o centro do meu corpo
fosse teu meio.
Minhas noites,
afagaria em teu seio.
E teus sonhos
seriam minhas verdades.
Viveríamos, do outro, uma metade.


Se minhas pintas
fossem tua horta.
Minha pele deixaria
de estar morta.
E teu toque
me faria
ter mais colheita.
Cada raio neurológico
uma tormenta.

Se comigo estivesse
quando sozinha.
Eu também de ti
me completaria.
E
Dançaríamos sutilmente a melodia.
Do eterno respirar em harmonia.

Profecia I

Já se foram todos os minutos.
O fim nasce em quarentena.
Os pensantes foram enxutos.


Dois mil e doze errantes em novena.
Contam datas e predizem fatos.
Pra marcar a derrocada do Esquema.


O dia em que explodem os atos.
A merda cobrindo as casas.
Pela diplomacia de contratos.


Já não bastam as ameaças.
Nem dizeres polidos politicamente.
Balas catapleticas nas massa.


Fudemos a realidade estupidamente.
Egoístas pesamos pequeno.
Poucas horas aniquilaram a torrente.


Nesta data querida o sereno.
Matará em acido os restantes.
Limpando de vez nosso terreno.

Profecia II

Poder mudar de forma e conteúdo
É a melhor coisa do humano.
Travestir-se de si mesmo.
E sair por aí como: EU.

Cortar a barba, pintar o cabelo.
Cortar os pulsos, um laço eterno.
È o maior poder que podemos.
Essa camaleônica pele mentirosa.


Inclua a pele da alma, da essência
Inclua as facetas da carne.
Inclua as mudanças climáticas.
Inclua evolução em tudo isso.

Ter o poder de mudar de assunto,
De vida, de valores, poder ter a escolha,
Isso é poder.

Me diziam que se conhece um homem,
Quando este tem consigo poder,
Mas hoje sei que todos temos.
E grandes homens não existem.

Profecia III

Em algum lugar do passado.
Existiu uma terra molhada.
Com seu destino traçado.


Habitada por dinheiro e enxada.
Seus membros cegos incautos.
Supercopulam esta esfera inchada.


Um planeta regido por aultos.
Governado a distancia pelo poder.
Já não ouve mais seus arautos.


A bola do eterno foder.
É toda água e toda seca.
A culpada do padecer.


Esfera que do fim se acerca.
Nosso habitat do passado.
Hoje não passa de uma aceca.

Nosso destino já foi caçado.
Bem-vindos ao fim do mundo.
Ao gênese profetizado.

Profecia IV

Desesperança é o mote da vida.
Entre otimismo e pessimismo reside
Uma verdade deveras corroída.


O realismo minha vida preside.
Pois viver anda mais que escrotal.
Nesse plano carnal que só agride.


O que deveria ser natural.
É um fardo a ser engolido.
Na mais pura fase anal.


Está realmente tudo fodido.
Ter valores já não vale pra nada.
O verdadeiro daqui foi banido.


A honra anda tão deturpada.
Que a palavra já não tem mais valor.
A evolução a fez abdicada.


Caminhamos pro primeiro ardor.
A implosão do Uno e do Verso.
E o hipnotismo febril do torpor.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Hobby

Teus olhos escondidos,
me revivem o peito esquecido.
Respiro teu olhar nativo pelas pupilas.

Teu cabelo soturno.
Me suaviza as mãos gastas.
Respiro tua leveza tenue pelas raizes.


Tua boca arquitetada,
Me desmonta a mascara protetora.
Respiro tua saliva infiel pelas papilas.


Tuas covas involventes,
Me viciam a pele seca.
Respiro teu encanto pueril pelos poros.


Teu pescoço modiglianico,
Me hipnotiza a estetica rude.
Respiro tuas curvas femininas por todos os sentidos.


Teu colo jovialmente aberto,
Me afaga a alma triste.
Respiro teu perfume embriagante pelas veias.

Teus peitos firmes,
Me engrandecem o membro vil.
Respiro tua glandula em riste pela glande.


Tuas costelas ,
Me pinçam o tato petrificado.
Respiro teus traços novos pelos dedos.


Teus ilhos vanguardistas,
Me brotam o sadico amigo
Respiro teus ossos plasticos aa Cubana.


Tua vulva furtiva,
Me desafia a paciencia imatura.
Respiro teu sexo proibido pelo hipotalamo.


Tuas pernas decididas,
Me chacoalham a rótula gasta.
Respiro tua elegancia torpe pela boca.


Teus pés reais,
Me diminuem a casta ilusoria.
Respiro tua classe pelo escudo.


Teu jogo maestral,
Me entorpece o desejo
Respiro tua vontade aa vontade


Dou goles de ti em cada dia.
E vivo assim nesse eterno não ter-te
Inspiro-te. Expiro-te

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Em serie.

Matar vem me dando grande gozo.
Ver morrer me alegra a vida insipida.
Cada grito que desfere minha vitima.
Da prazer ao meu corpo libidinoso.

Me tornei um frio assassino,
Sanguinario e viciado em morte
Matando qualquer coisa que abomino.
Bebo sangue quente de cada corte.


Crueldade é torturar um pobre morto.
E perder suas feiçoes de desepero.
O mais belo de matar é ver no corpo.
Os espasmos de dor do meu esmero.

Ha prazer na morte alheia anunciada.
Como ha prazer na caça de um animal.
Ver os olhos desta coisa amedrontada.
Ao desferir o frio golpe mortal.

Cada moral que está a ponto de morrer.
Me éxcita a cada morte de forma avida.
Ver o choro de quem suplica pela vida.
Preenche meu sangue de prazer.

Sangue cinza

I

Urbano,
um ser humano mundano.
De aslfalto,
cinza como qualquer um.
Numero indecifravel dessa terra fria.
Urge urbe dos seus poros.
Necessidade de uso topico.
Pela cidade de futuro utopico.
Caminha o cidadao, quem?
O cidadao de ninguem.
Metropolitando o habito da rotina.


II
Abre a porta de sua geladeira, branca.
Já toma a mesma marca de leite a dias.
Para efemeros isso é heresia.

III
Continua penteando o cabelo, calvo.
E espera a agua esquentar.
A do banho, do café, e do carro a alccol.
Sai de casa, faz o mesmo caminho.
Conta semaforos, postes, degraus e pessoas.


IV
Sua metropole é de todos.
Seus olhos são coletivos.
O tal “eu”, é mais um.
Numero, letra, barra, numero.

Respira fumaça e não fuma.
Aceita o terror e não grita.
Se faz de cego ao cego.
E limpa as mãos com uma moeda.


V
Uma hora perdida.
Elevador, gente dentro de seu gigante espaço vital.
Micromegalomania, tudo é grande mas falta espaço.
Paradoxopolis, a megameca de muitos.
Mesmo toque, mesmas frases no mesmo horario.

Seis.
Pronto
no ponto e bate.
Missão cumprida, bom filho.


Diversão, entretenimento, gente e mais gente.
Rotineira fisica quantica.
Foi parar num bar, os “amigos” oferecem.
Metropolisapiens não nega.
Segue a tendencia.

Cria opiniões, filhos, laços.
Endurece o peito e cospe informação.



VI
Passageiro da metropole.
Ainda fora de casa, volta,
A si, deixara o carro no trabalho.
Toma tres saideras e ainda não foi.
A noite é sua filha, soturno.
Diz ver o sol nascer todos os dias.
Como quem morre.

E desperta todo dia sem ter dormido.
Abre a mesma geladeira, os mesmos jornais
Toma o mesmo leite e o mesmo caminho.
Corre sangue cinza em suas veias.
O asfalto o faz macio.
O contraponto da dureza derrete seus muros.
Sateliza todos a sua volta e se funde.
Num perder-se consentido sem consciencia.
Uma mescla partidaria vive o homem mundano.
Vive insano, profano, ser do engano.
Sobrevive e sobreatua, sua nua verdade crua.

De pequena celula celulitica, pouco critica.
Ser infimo, incontavel e desprezivel.
Na imensidão da cidade
É mais, um numero um, entre o nada.
Fusao de matéria.
De uma verdade imensuravel.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Poema ao pai.

Pai,
não mereces cartas.
Foste perfeito em seus tortos atos.
Foste sempre heroi.
Sempre fui tua cria.
Teu mimo, a menina de teus olhos.
Me deste de mamar:
Educação rigida, etica intolerante e liberdade absoluta.
Fez-me quem nunca foste.
Uma censura tangivel.
Eu, que, ainda fui-te quando pequeno.
Serei-te quando crescer.
Mas farei tudo que não fizeste.
Seremos duas experiencias unicas.
Em dois corpos iguais.

Somos apenas, somos.

Castras-te-me quando quizes-te.
Privas-te-me a teu gosto.
Fizes-te-me humano.
Um homem mundano.
Descrente do engano.
Formou-me etico profano.
Meu porto seguro é paterno.
Moderno, um pai terno.

Sou tu, eres eu,
em minha época, sua replica.
Feito pra fazer outra vez,
O que o primeiro vivente não fez.
Juntos,
sempre quebramos a linha do tempo.
Podemos,
reopinar as opções.
Refazer os atos.
Pensamos duas vezes antes de pensar.
Somos um numero imensuravel inumeravel,
Numeros pais
Numeros filhos.
Somos relativos.
Sou,
Grato sou por suas aspirações.
Por cada gota de sangue abdicada.
Amo cada moralidade,
sou parte de suas saudades.
Devo-te uma vida toda.
Em bio-moeda.
Hipotequei meu destino.
A mim mesmo,
a outro humano,
em parcelas.
Me sinto obrigado a parafrasear-te.
Copiando tuas duvidas.
Descubro tuas curiosidades.
Desvelo teus segredos.
Desafiando teus medos.

Pai meu, sou-te a outra chance.
Sou-te o alter-ego.

De teu ventre de amor nasci torto.
Fraco e malnascido.
Um humano falido, esmorecido.

Pai meu, sou-te a outra face.
Sou-te o limbo.

De tuas convicções aprendi da morte.
Forte e decidido.
Um humano aturdido, crescido.


Pai meu amo-te como nunca amaste.
Amo-te até a nuca.
Por todo o cortex.
Por todos os dias.
Amo-te como a mim.
Pai meu amo-te como nunca amou-se.

Biolorgia

Veras que batalha se vive pra viver,
No dia em que a simbiose interesseira.
Vir aa Maquiavel em sua porta bater.
Como protocooperação verdadeira.

E um parasita em sua vida se instalar.
Fazendo-se de rêmora comensal.
Para em sua veia mais intima sugar.
Dizendo fazer mais bem do que mal.

Se dizem orquídeas que adornam.
Deturpando a bela biologia.
Serão inquilinos que te adoram.
Amensalistas da eterna nevralgia.

Holoparasitas vegetantes há aos montes.
Gente fina de escola e tradição.
Procurando gente boa e boas fontes.
Se dizendo em sua vida uma adição.

Ser escravo desses sapiens sabidos .
É a sina dos erectos acéfalos.
Nessa selva de pedra os confundidos.
Levam todo dia no anus falos.

Predador

O menino que chora,
na minha rua,
não tem nome.
Nem a rua,
nem suas lagrimas de pseudo fome.

Seu choro fino
foi vendido por algumas balas.
Menino crocodilo lacrimejante
de finas falas.
Sentado ao meio fio
ele suplica por socorro.
A água no seu rosto
não se sabe se é choro.
Fui eu que o ensinou a mentir,
estelionatar.
Roubar,
furtar,
enganar,
dissimular.

Sou eterno culpado de sua sina
O meliante que o estancou na esquina.
Carrego mil deles na coluna vertebral.
Sou réu confesso da desigualdade social.

O menino que chora
na minha rua,
não some.
Nem a rua,
nem suas lagrimas de pseudo homem.

Seu plano fino
foi comprado por algumas falas.
Menino crocodilo lacrimejante
– pergunto - porque calas?
Se tua vida é enganar
os que enganam em suas salas.


O menino que chora em minha rua está certo.

Sendo mais digno que muito parasita.
Ele engana sua presa com facilidade.
Nunca come mais do que necessita.
Dobra ao meio o dobro de sua idade.

É um predador nessa selva de concreto.

Paz II

Diz ele:
“Ainda acredito nas al(r)mas duras.
Creio numa guerra sanguinária.
No instinto das emoçoes seguras.
Na nova revolução imaginaria.
Das futuras gerações futuras.”

Um lapso de inconsiencia palpita.
Ainda sobra força na testa turva.
Render-se jamais cogita.
A massa incefalica se curva.
Um grito seu peito regorgita.


“Sou eu,
quem manda na realidade,
sou pai e mãe da verdade,
voce é meu”


Ele bate mais uma vez no sensivel cerebro.
E dessa vez não espera responder a razão.
Seu peito não lhe dá mais opção.
A cabeça emotiva sucumbiu ao coração ebrio.

Uns

Eu sou
todos nos

Como todos
somos eu.

Insignificante foz.
Onde a vida
se perdeu.

Por aqui
só há pessoas.
Não vejo
nenhum humano.
Todos reluzem suas coroas.
Deglutem o prazer mundano.

Não enchergam a unidade.
Vendo
deixam de ver o inteiro.
Resultado da vaidade.
Do egoismo sorrateiro.


Multidão
de moléculas e atomos.
Resto
de reaçoes e fatos.
Somos frutos
exclusivos de atos.
Escurecendo
o que já fomos.


Unir-se não é preciso.
Pois estamos já unidos.
Por um fio conciso.

Necessitamos cair aturdidos.
E levar a idade do ciso.
Aos restantes esquecidos.