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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Viuva Negra

Bela como poucos cumes.
Ela passou sem deixar rastos.
Num andar de mil ciumes.
Ela desviou sem deixar castos.

Doce como poucos favos.
Ela sorriu sem deixar mel.
Num gargalhar de mil escravos.
Ela encantou sem deixar véu.


Pura como poucos ares.
Ela acenou sem deixar marcas.
Num balançar de mil altares.
Ela feriu sem deixar farpas.


Feminina como poucos portos.
Ela piscou sem deixar duvidas.
Num desaguar de mil mortos.
Ela sorriu sem deixar vidas.

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