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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Tenro eterno

Efemera femea de meus rubrores.
Passageira de minhas paixões.
Faz-me carne o peito em vime.
Embeleze-me com seus ardores.
Lambuse-me com suas monções.
Domine-me com teu olhar firme.


Abençoemos juntos o amor findado
Filho unico de entregas descomedidas.
Mantenhamos o musculo blindado.
Protegido de nossas proprias feridas.

Esposa, intensamente possuida, sem amarras.
Eres, minha mulher de instantes.
Teus tantos olhares petrificantes.
Esposa, inversamente esquecida, fincou-me garras.


Teu reino é meu maior pecado capital.
Conquistar, dos olhos a menina.
É seduzir, nossa eterna sina.
Nosso corpo somente um legado carnal.


Consorte temporaria, minha dona amada com tudo.
Eres, minha mulher por poucos.
Teus tantos sorrisos loucos.
Consorte temporaria, minha mona amarrada de escudo


Todo meu intenso pulso é teu.
De minha carne tremula eres culpada.
Te condeno ao meu eterno ceu.
Onde num pedestal seras adorada.
Minha eterna efemera amada.

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