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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Obssessao II

Quero mais, isso não acaba nunca.
Trago goles de pura endorfina pela nuca.
Saio de mim para procurar mais informação.
Imploro por mais insanidade em construção.

Vicio maldito esse de pensar.
Talvez medo de ser otimista.
De ser somente niilista.
Talvez proteção egoísta.
Ou apreço de anarquista.
Necessidade maldita de alucinar.

Vou e venho em branco.
Tiros e mais tiros no pé.
Uma vontade em eterna maré.
Com o sentimento manco.


Me encontro em dependencia obscura
Me perco toda vez que a busco.
A incerteza da minha procura.
É luz que eu mesmo ofusco.
A repulsa que dá minha cura.
Sobriando esse viver tosco.


Pago tudo e todos os pecados.
Dou quantas faces queiras.
Conta do recado, todas as feiras.

Uso tudo e todos os amados.
Dou quantos azes queiras.
Conta do cercado, de todas as maneiras.


Sofro sozinho meus danos.
Mastigo meus enganos.
Para que o resto de nos
possam manter-se sanos.

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