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sábado, 12 de julho de 2008

Doente.

Bate em minha cara
com teus dentes.
Faz-me sofrer
seus desabores.
Corta minhas veias
com teus olhos.
Cospe em minha alma
a vontade.
Usa meus pedaços viciados.
Quebra meus ossos
com tua força.
Acaba com meu sangue estancado.
Pisa em minha boca
como queiras.
Rompe meus cabelo
s com um sopro.
Morde um pedaço
de meu corpo.
E leva-me a tua alcova de sereias.

Desdenha meu amor intenso e louco.
Desfaz o meu drama de tão pouco.
Destroi minha retorica infantil.
E faz com que meu querer vil.
Grite teu nome a ficar rouco.

Assim amo a dor
que por ti sinto.
Mas não amo
o corpo que carregas.
E sinto teu amor
na pele raza.
E levo a minha dor ao peito aflito.

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