O preconceito
dos teus olhos
esfola minha cara
na tua.
Cada pontada
dos teus olhos
degola minha carne
é crua.
O terrorismo
dos teus olhos
devora minha carne
pura.
Cada mirada
repulsiva,
uma facada
em minha cara escura.
O malconceito
dos teu atos
questiona
Minha etica de rua.
Cada pontada
dos teus atos
pressiona
Minha etica dura.
O direitismo
dos teus atos
Impressiona
minha etnica mistura.
Cara encarada
sugestiva
Uma cagada em minha cara: tortura.
O aconceito
dos teus tratos
choca
Minha calma impura.
Cada pontada
dos teus tratos
toca
Minha alma prematura.
O elitismo
dos teus tratos
Chora
e em minha alma
perdura.
Cada julgada
impulsiva.
Uma paulada
em minha calma madura.
O desconceito dos teus trolhos fede.
Em minha cética amargura.
Cada pontada dos teus trolhos mede
minha tetrica figura.
O anarquismo dos teus trolhos pede
minha métrica paúra.
Cada escarrada conclusiva uma mordida
em minha cara segura.
O inconceito dos teus fatos revolta
minha carcaça nua.
Cada pontada dos teu fatos solta
minha caranca de loucura
O aforismo dos teu fatos solda
minha carcaça a tua.
Cada olhada descritiva uma porrada
em minha cara escura
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