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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Louco como qualquer insano.
Ele levava dentro de si.
Todo o prazer mundando.
A maior lascivia que vi.

Babava e gritava aos ventos.
Metia medo em toda a gente.
Assustava os menos atentos.
Com sua verdade incoerente.

Maluco pela humanidade.
Não cansava de perguntar:
“O senhor é de verdade?
Deixa então te beliscar”.

Balbuciava e gemia palavras doces.
Era amigo do povo inutil.
Lhes dava humor a doses.
Com sua maneira pueril.


Doido por tocar uma pele.
Levava sempre consigo.
Uma atitude que impele.
O mais fiel inimigo.


Pulava e sorria pro nada.
Era feliz por assim estar.
O prazer da ultima gozada.
Um eterno gargalhar.

Empiricas provas nunca restaram.
Para que a fé virasse ciencia.
Conscientizar a consciencia.
É um neuronio que castraram.

A fé move até montanhas.
Move internas entranhas.
Resposta de sensações estranhas.
É a maior de nossas artimanhas.

Vejo a fé a minha volta.
Um desejo do coletivo molda.
E o senso comun escolta
O que o acreditar corretivo poda.


Crença é tangível dicotomia.
Solução pra monotonia – dia a dia.
Acredite ou não.
Fé é razão.

É o poder de ver seu próprio destino.
De construir o tragado pelo intestino.
Acredite ou não.
Fé é razão.

Descame-se do senso comum.
Acredite-se, creia-se e tenha fé pessoal.
Desconfia e tornar-te-á mais um mortal.
Somos todos um, todos nenhum.

Obssessao II

Quero mais, isso não acaba nunca.
Trago goles de pura endorfina pela nuca.
Saio de mim para procurar mais informação.
Imploro por mais insanidade em construção.

Vicio maldito esse de pensar.
Talvez medo de ser otimista.
De ser somente niilista.
Talvez proteção egoísta.
Ou apreço de anarquista.
Necessidade maldita de alucinar.

Vou e venho em branco.
Tiros e mais tiros no pé.
Uma vontade em eterna maré.
Com o sentimento manco.


Me encontro em dependencia obscura
Me perco toda vez que a busco.
A incerteza da minha procura.
É luz que eu mesmo ofusco.
A repulsa que dá minha cura.
Sobriando esse viver tosco.


Pago tudo e todos os pecados.
Dou quantas faces queiras.
Conta do recado, todas as feiras.

Uso tudo e todos os amados.
Dou quantos azes queiras.
Conta do cercado, de todas as maneiras.


Sofro sozinho meus danos.
Mastigo meus enganos.
Para que o resto de nos
possam manter-se sanos.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Conceitos

O preconceito
dos teus olhos
esfola minha cara
na tua.

Cada pontada
dos teus olhos
degola minha carne
é crua.

O terrorismo
dos teus olhos
devora minha carne
pura.

Cada mirada
repulsiva,
uma facada
em minha cara escura.


O malconceito
dos teu atos
questiona
Minha etica de rua.

Cada pontada
dos teus atos
pressiona
Minha etica dura.

O direitismo
dos teus atos
Impressiona
minha etnica mistura.

Cara encarada
sugestiva
Uma cagada em minha cara: tortura.



O aconceito
dos teus tratos
choca
Minha calma impura.

Cada pontada
dos teus tratos
toca
Minha alma prematura.

O elitismo
dos teus tratos
Chora
e em minha alma
perdura.

Cada julgada
impulsiva.
Uma paulada
em minha calma madura.



O desconceito dos teus trolhos fede.
Em minha cética amargura.
Cada pontada dos teus trolhos mede
minha tetrica figura.
O anarquismo dos teus trolhos pede
minha métrica paúra.
Cada escarrada conclusiva uma mordida
em minha cara segura.



O inconceito dos teus fatos revolta
minha carcaça nua.
Cada pontada dos teu fatos solta
minha caranca de loucura
O aforismo dos teu fatos solda
minha carcaça a tua.
Cada olhada descritiva uma porrada
em minha cara escura

sábado, 12 de julho de 2008

Doente.

Bate em minha cara
com teus dentes.
Faz-me sofrer
seus desabores.
Corta minhas veias
com teus olhos.
Cospe em minha alma
a vontade.
Usa meus pedaços viciados.
Quebra meus ossos
com tua força.
Acaba com meu sangue estancado.
Pisa em minha boca
como queiras.
Rompe meus cabelo
s com um sopro.
Morde um pedaço
de meu corpo.
E leva-me a tua alcova de sereias.

Desdenha meu amor intenso e louco.
Desfaz o meu drama de tão pouco.
Destroi minha retorica infantil.
E faz com que meu querer vil.
Grite teu nome a ficar rouco.

Assim amo a dor
que por ti sinto.
Mas não amo
o corpo que carregas.
E sinto teu amor
na pele raza.
E levo a minha dor ao peito aflito.

otenoS Real

Tua elegancia me rebaixa a casta.
Teus olhos felinos são predadores.
Alimentados por minha carne gasta.

Já me perdi em teu pescoço hermetico.
Em tuas linhas de atos pecadores.
Encontrei o deleite apoteótico.

Ainda que teus movimentos imperfeitos.
Lutem com cada pose batalhas.
Teus olhos fitam sempre atentos.
Ao coração que estraçalhas.

Quero as tuas pernas longas.
Que de finas me parecem esculturas.
Gritando-me tal arapongas.
Luzindo suas delicadas grossuras.

Quero tua educação a minha mesa.
Onde espero tu rainha já sentado.
Com seus portes de mulher da realeza.
Quero ter-te, em minha cama, sempre ao lado.

Obssessão

Conto cada uma de tuas pintas.
Como quem aumenta um ponto.
Me perco em teus centimetros tontos.
Tragando tua pele rigida.

Tocar-te a suave carne arrepia-me.
Deixa-me o braço catatonico a nevralgia.
Pedacinho por pedacinho te decoro.
Memorizo todas tuas imperfeiçoes.
Tuas cicatrizes admiradoro.
Sei aas cegas todas tuas emoções.

Teu cheiro penetra meus putos poros.
E derrete toda pedra que me esconde.
Meu olfato é escravo de teus hormonios.
Ao inalar-te gozo a hecatombe.

Decupo teu espirito de forma avida.
Como quem bebe de fonte da juventude
Dou goles infindaveis de teu plasma.
Preencho-me de tua alma calida
Empapuçado de tua energia, sou plenitude.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O piloto sumiu

De passagem,
transitorio
será tudo?
Apenas um movimento organico.
Voluvel,
instavel,
absurdo?
Incertos humanos, sempre estando?
Caminhantes da reciprocidade?

Estamos
instantaneos,
humanos
mundanos.
Onde tudo é passageiro.
Onde nada se acaba.
Onde nada perde a vida.
Nada é pagina virada.
Somos imperfeitos,
incompletos.
De defeitos
repletos.
Somos assim
todos juntos.
Num amalgma de conjuntos.
Estamos sempre
interligados.
Inacabados.
Estamos conectados.
Na eterna passagem passageira.
O ponto
exato
da descida
da ladeira.
Onde tudo ainda é brincadeira.
Onde a paixão não dá canseira.
Saimos antes mesmo de descer.
Antes de realmente conhecer.

Mas parar numa estação
Desconhecida por opção.
Acaba por surpreender.

E se nunca paramos
Passagero é permanente.
Se não desligamos
Acabar é incoerente.

Emoções Pensadas

O hipotalamo
nos transmite impulsos.
Religiosamente
transforma soluços.
Engana quem pensa sentir.
Emana implusivamente ao parir.
Emoções
pensadas
acima.
Um sentir que esgrima.
Um fundir entre opostos.
Simbiose de gostos.
Pensar é sentir e é pensar.
Ruminar,
deglutir
e tragar.
Sentir é pensar e é sentir.
Concluir,
dobrar
e parir.
Só sei que nada sinto.
Só sinto que nada sei.
Sentir não pensei.
Pensar é o que sinto.

Tenro eterno

Efemera femea de meus rubrores.
Passageira de minhas paixões.
Faz-me carne o peito em vime.
Embeleze-me com seus ardores.
Lambuse-me com suas monções.
Domine-me com teu olhar firme.


Abençoemos juntos o amor findado
Filho unico de entregas descomedidas.
Mantenhamos o musculo blindado.
Protegido de nossas proprias feridas.

Esposa, intensamente possuida, sem amarras.
Eres, minha mulher de instantes.
Teus tantos olhares petrificantes.
Esposa, inversamente esquecida, fincou-me garras.


Teu reino é meu maior pecado capital.
Conquistar, dos olhos a menina.
É seduzir, nossa eterna sina.
Nosso corpo somente um legado carnal.


Consorte temporaria, minha dona amada com tudo.
Eres, minha mulher por poucos.
Teus tantos sorrisos loucos.
Consorte temporaria, minha mona amarrada de escudo


Todo meu intenso pulso é teu.
De minha carne tremula eres culpada.
Te condeno ao meu eterno ceu.
Onde num pedestal seras adorada.
Minha eterna efemera amada.

Viuva Negra

Bela como poucos cumes.
Ela passou sem deixar rastos.
Num andar de mil ciumes.
Ela desviou sem deixar castos.

Doce como poucos favos.
Ela sorriu sem deixar mel.
Num gargalhar de mil escravos.
Ela encantou sem deixar véu.


Pura como poucos ares.
Ela acenou sem deixar marcas.
Num balançar de mil altares.
Ela feriu sem deixar farpas.


Feminina como poucos portos.
Ela piscou sem deixar duvidas.
Num desaguar de mil mortos.
Ela sorriu sem deixar vidas.

Sou real

Sonhei um traço torto.
Entre nuvens de incerteza me vi.
Cada passo que deixava de dar.
Caia mais em mim.

De olhos cerrados e apertados.
Não pude enchergar o maravilhoso.
Mas ainda assim via tudo.
O azul da escuridão e o negro das luzes.

Sempre tudo em paradoxo, tudo sem sentidos.
As linhas curvilinhas eram pontos.
Que ao longe podem enganar a vista.
Cai mais uma vez em mim para chegar mais perto.


E derrepente sai voando, para baixo.
A senção inexplicavel de poder foi única.
Explodí em milhoes de pedaços.
E só assim pude me ver com clareza.

Capital

Putas, garotas de programa.
São donzelas prisioneiras.
Princesas tão faceiras.
Que tem todo o meu querer.
Seu sordido trabalho é fuder.
Ao braços de quem não ama.


Rampeiras, meretrizes
Pobres donas profissionais.
Estarão em meus anais.
Em minha lasciva vida.
Sempre serão a comida.
O refugios de minhas crises.



Vagabundas, mulheres honestas.
São senhoras do prazer.
O gozo é seu dever.
Madames de sedosa pluma.
Quem nunca esteve com nenhuma.
Acredita que são todas arestas.

To be

Acabo de concluir algo.
Depois do segundo trago.
Na garrafa em quem me afago.

Os idiomas mantem escondido.
Um sistema diabolicamente esculpido.

Ser e estar designam: tempo e espaço,
Em muitas linguas no mesmo traço.
Ser caminhante é estar no passo.

Ser completo é estar onipresente.
Estar completo é estar ciente.
Preenchimento clarividente.
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Somos tudo que estamos.
Estamos onde seriamos.
Quando nos questionamos.


Quem estamos?
Onde seriamos?
Questionamos.


Acabo de concluir algo.
Depois do ultimo trago.
Na fusão a quem me encargo.
Respostas: placebos de calmantes.
Pequenas verdades do presente.
Amanha: obsoletas amantes.