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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Doente.


Bate em minha cara com teus dentes.
Faz-me sofrer seus desabores.
Corta-me as veias com teus olhos.
Cospe em minha alma a vontade.
Usa meus pedaços viciados.
Quebra-me os ossos com tua força.
Acaba com meu sangue estancado.
Pisa em minha boca como queiras.
Rompe meus cabelos com um sopro.
Morde um pedaço de meu corpo.
E leva-me a tua alcova de sereias.

Desdenha meu amor intenso e louco.
Desfaz o meu drama de tão pouco.
Destroi minha retorica infantil.
E faz do meu querer um ato vil.
Que grite teu nome a ficar rouco.

Assim amo a dor que por ti sinto.
Mas não amo o corpo que carregas.
E sinto teu amor na pele raza.
E levo a minha dor a um peito aflito.

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