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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Chicote.


Um coração de ferro e carne podre.
Bate como anda na amargura.
É um peito que não late em plena altura.
É um pulso que arde em sua espera.

Um coração de lata e pedra escura.
Fundiu o que queria ser materia.
Já não conhece a dor da amargura.
Já não esquece mais sua tristesa.

Um coração de tonto e pouco uso.
Levou de tua mão corte difuso.
E o pouco que latia o seu pulso.
Deixou de ser amado como queira.

Um coração amargo e insensivel.
Virou parte de mim já invisivel.
Por mais que lata forte e se flagele.
É um musculo que não tem mais a quente pele.

E morto continua só sangrando.
Bombeia o peito escuro e pouco usado.
Tentando lembrar de seus amores.
Tentando amar o seu cangalho.

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