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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Acido Barbiturico

Acido Barbiturico.


Vermelho teu sorriso interior.
Ingenuo como foi a minha entrega.
Envolve meu querer e meu furor.
Desdenha minha tola paixão cega.

Vermelha tua pele caipira
Suave como foi nossa amizade.
Conquista meu poder e me inspira.
Desenha minha lagrima de saudade.

Vermelho teu cabelo indeciso.
Perfeito como foram os poucos dias.
Vicia meu corpo e meu juizo.
Destroi meu coração que desconfia.


Vermelha tua cara encantada.
Bela como foram poucas damas.
Enfeitiça meu discurso tal qual fada.
Despedaça meu amor em meio aas chamas.


É teu vermelho que corre em minhas veias.
Teu vermelho é o sangue de minha vida.
Teu vermelho me prende em suas teias.
Teu vermelho minha unica saida.
Doente.


Bate em minha cara com teus dentes.
Faz-me sofrer seus desabores.
Corta-me as veias com teus olhos.
Cospe em minha alma a vontade.
Usa meus pedaços viciados.
Quebra-me os ossos com tua força.
Acaba com meu sangue estancado.
Pisa em minha boca como queiras.
Rompe meus cabelos com um sopro.
Morde um pedaço de meu corpo.
E leva-me a tua alcova de sereias.

Desdenha meu amor intenso e louco.
Desfaz o meu drama de tão pouco.
Destroi minha retorica infantil.
E faz do meu querer um ato vil.
Que grite teu nome a ficar rouco.

Assim amo a dor que por ti sinto.
Mas não amo o corpo que carregas.
E sinto teu amor na pele raza.
E levo a minha dor a um peito aflito.
Chicote.


Um coração de ferro e carne podre.
Bate como anda na amargura.
É um peito que não late em plena altura.
É um pulso que arde em sua espera.

Um coração de lata e pedra escura.
Fundiu o que queria ser materia.
Já não conhece a dor da amargura.
Já não esquece mais sua tristesa.

Um coração de tonto e pouco uso.
Levou de tua mão corte difuso.
E o pouco que latia o seu pulso.
Deixou de ser amado como queira.

Um coração amargo e insensivel.
Virou parte de mim já invisivel.
Por mais que lata forte e se flagele.
É um musculo que não tem mais a quente pele.

E morto continua só sangrando.
Bombeia o peito escuro e pouco usado.
Tentando lembrar de seus amores.
Tentando amar o seu cangalho.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Paz

Instinto é sobrevivencia – dizia.
Batendo com a mão na mesa.
- sua forte fronte franzia -
O que se via com clareza.

Se castrarmos o que sentimos
- olhava os outros nos olhos -
Nossa paixão ferimos.
Cortamos a metade dos trolhos.

Não pensem que sanarão suas dores.
Escondendo-se dos latidos da fera.
Pois serais um dia senhores.
E a besta estará a vossa espera.

Cada veia de vossas fortalezas.
Carrega milhoes de caras.
Imprime vossas fraquezas.
Exprime vossas taras.

Guerreiros de minha pátria doente.
Empunhem suas armas vermelhas.
Enfilerem-se no fronte.
E nao parem de atirar centelhas.

Pergunto logo existo

Nada deve terminar,
nessa tal da vida.
Cada entrada
é uma saída.


O nunca
e o fim
não existem.
Infinitos
são verdades extremas.
Impossivel aos que não insistem.
Ao concluirem: teoremas.

Em movimento constante.
A vida se torna latente.
O fardo é levado adiante.

Continuamente
recicla-te.
Renova-te e a vida e não finda.
Recria-te cada vez mais forte.
Tua essencia ainda mais se blinda.


Cada vez mais longe chegaras.
Ao buscar de forma incessante.
A resposta que sempre cega.
A visão de tua pergunta constante.

Então teu ciclo nunca pára.
Então tua ferida nunca sara.
Então tua busca nunca é cara.
E tua questão vira a joia mais rara.