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terça-feira, 13 de maio de 2008

terceira lei de newton

Me irritaram, musa amada.

Estancando em ti melosos versos,

que me soam tão dispersos,

Pois não acredite na toada.



De muito foste esquecida

Perece em plena vida,

Não tenha mais confiança

Sobre os atos desta criança.



A distancia não afasta.

Nem mesmo da morte,

Perceba que a tens por sorte,

Mantenha-se em sua casta.



Meu falo à morte à-toa

Que acomete esse de sorte;

Pois, teu falo é outra morte:

Daquela de alma boa.



”Na outra morte é a vida”

Faz-se controverso;

Mas é aqui onde a estrofe e o verso

Mantêm a lama erguida.



Não sobram componentes,

A lama vai sufocando

Ele, sem voz, vai definhando

Nas letras pouco eloqüentes

De gente madura assumida

Que, sem fulgor para a rima,

Imaginam ser menina

A mulher da sua vida.



É gente que envelhece

Atrás de livros e teorema

Faz em estrofes seu poema

Onde a calma vive em prece.



Ou gente, que maduro é criança

Escreve mentiras como daqueles,

Que exibem em suas URLs

Poesia (para ele) sem graça



Contra isso, de puto o chamo

E aí vou pelejando

Ainda que me conformando

Pois ele usa quem tanto amo;



Pois use, da lama fedida

De sua poesia torta

E morra, assim, atravesso a porta.

Aí sua musa será minha vida.

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