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terça-feira, 13 de maio de 2008

Tao e tal.

O inferno é aqui na terra.
Esse céu azul em eterna guerra.
Andam por aí todos os demos.
Competem pelo menos.
Puxam tapetes, todos escrotos.
Rasgados falando de rotos.
E o planeta azul esquenta.
Pinga suor incrédulo das ventas.
Nesse infinito perde e ganha.
Boas ações viram banha.
Escorre tecido adiposo nas verdades do mundo.
Bocas calam o sentimento profundo.
Isso é viver onde vivo.
Matar com motivo.
Somos todos encarnação da besta.
Laranjas podres da mesma cesta.
Rotinas, somos todos diabos.
Diabos, somos todos rotinas.
Corriqueiros, anarquistas, pretensiosos.
Maloqueiros, hedonistas, ociosos.
O inferno é aqui na terra.
Onde a fogo se ferra quem erra.
Superpopulação de filhos da puta.
Que para ser feliz labuta.
Todos nós bestas, burros, antas.
Entre nós também plantas.
O inferno está na cabeça.
Todos roteirizados numa peça.
O fogo é nosso destino.
Destino que abomino.
Findar-se-á a guerra do ser.
Quando sua vontade for morrer.
Sem corpo o paraíso se abre.
Pois o Mal também no bem cabe.

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