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terça-feira, 13 de maio de 2008

Solo em Si

Sozinho estando acompanhado.
Este é o destino que lhe foi fardado.
Único numa multidão de amigos.
O pródigo da revolução dos notívagos.
Procura alguém que o entenda,
troque farpas e compreenda.
Procura a resposta fora de si.
A fuga continua iminente, daqui.
Onde se faz a pergunta não se obtém a resposta?
Infindável questão nos neurônios posta.

A pensante não responde, apenas conclui.
Ela não sabe o porquê, apenas flui.
Sozinha nunca está só.
Em escala de si, não em dó.
Elevando a si mesma em sua redoma de ar.
Caminhando sem sair do lugar.
Sem parar!
Questões flutuam pela cabeça.
Do cantar dos sabias até que anoiteça.
Nas paredes do crânio neuronios explodem.
Celebre e “celebro” em seguida implodem.
Um grito, e corre.
Frito morre.
Mais um neurônio suicida.
Mais uma morte pela vida.
O esfuziar de mais uma procura.
O enlouquecer na busca da cura.
É o antídoto e a doença.
O ceticismo e a crença.
Tudo dentro e fora da mesma cabeça.
Mais um neurotransmisor necrosado.
Renova-se por ter pensado.
Reprova-se por ter passado.
Recria-se por inteiro
Recicla-se sorrateiro.
Percebe que a solidão também é relativa.
Que dentro existe um si que cativa.
São eles que se matam a cada instante.
A cada aperto do pulsante.
Vários deles prolixos, redundantes e insistentes.
Muitos deles, libidinosos, retirantes e persistentes.
Alguns deles práticos, simples e contundentes.
Poucos deles fatigosos, conformados, prepotentes.
O óbito de uma amiga jovem.
Faz com que eles se provem.
E concluam quase num coro.
Peça pra si seu próprio socorro.

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