Total de visualizações de página

terça-feira, 13 de maio de 2008

Ritmo de la noche

Faço da noite o meu brinquedo.
Nas noites de lua, tragos no medo.
Brincadeira de gente grande.
Quieto, vermelho, branco, falante.
S’eu brinco a cada crepúsculo?
Esbaldo-me, torno-me músculo.
Pulsar ofegante,
delirante!

Não expire
inspire, inalar-se,
inaleantes.

E o mundo gira ao nosso redor.
Vejo o bello no estupor.
Clamo por mendigos, senhor.
Ao redor do mundo agora, eu giro.
Caras. Bocas, sorriso de gente louca.
Se na tua boca causo suspiro.

Dou, e
tiro.

Poses, sorrisos amarelados.
De canto de boca!
Sorrisos de lado.
Pílulas fazem Tim!Tim!
Na calada continuo assim.
Dentro do véu, longe de mim.
Pára o mundo que eu quero descer.
Para o mundo, eu quero você!
Para o mundo que eu quero perder(aprender).
Paro o mundo e espero você!

Não expire
inspire, inalar-se,
inaleantes.

Profissionais entre carreiras.
Amizades entre rasteiras.
E mais sorrisos amarelados.
Sorriso de gente morta!
Sorriso de porta!
Sorrisos de lado.

Dou, e
tiro

Deliro em um quarto,
Talvez depois outro.
Fraco de mais não faz fato.
Talvez depois morto.
Música, cores,
Túnicas, flores!
O poder da cabeça desafia os doutores.


Faço da noite meu maior medo.
Trago, inspiro,
Tomo e piro.
Dou e tiro.
Faço das noites meu melhor enredo!

Nenhum comentário: