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terça-feira, 13 de maio de 2008

Revolução Pessoal

A cilada virtual
é um jogo
entre a maquina e o animal.
Entre zeros e uns,
pequenos chips de titânio
nós mostram o terror irreal.
Clica e abre, clica e fecha.
Mais um programa feito sem sair da cadeira.
Lembro-me do tempo, em que usar a imaginação
nada mais era do que uma brincadeira.
Ganhar ou perder nessa pseudo-disputa
não é o objetivo das partes desse abismo.
Infinita seria a evolução que coexistisse em mutualismo.
Entre toques de teclas virtuais,
já perdemos a noção do real por essência.
Já não podemos distinguir
um erro na placa mãe de um trauma da infância.
E nosso Hardware
vai tentando reparar os erros
através da atualização.
Algo que nos mostre a saída da prisão.
E lá vamos nós, atrás da última saída,
o recomeço da infindável vida.
Control
Alt
Del,
exatamente quando trava tudo.
Não importa se foi a memória,
o processador ou dos vírus o escudo.
Volta as nossas mãos um poder que nunca foi nosso.
Por segundos somos deuses deste troço.
Mais uma seqüência de teclas combinadas

e tudo recomeça.
Como para os espíritas inicia-se uma nova peça.
Ctrl + Alt + Del,
entramos na última saída possível.
Num lugar por além do crível.
Praticamente impossível.
Ah se uma máquina eu fosse.
Ah se com um HD eu vivesse.
Todas as questões existencialistas
que permeiam meu córtex sem resposta
Teriam a combinação de teclas
para quando dá bosta ?
É assim que foge a maquina,
do destino que lhe foi fardado.
Com a ajuda do animal mamífero
em sua frente sentado.
A fuga, inerente ao ser humano,
foi transposta em parafusos.
Há quem defenda
o polegar opositor dos confusos.
Mas questiono a teoria,
para mim de todos os medos a humanidade fugiria.

Até criar um bip bip!

Que nos evidenciou outra particularidade.
O humano desgosta a realidade.
Foge dela como deus do fogo.
E voltamos ao jogo,
à emboscada virtual.
Quando o programa percebe o erro fatal.
E sozinho tecla suas próprias teclas em harmonia.
Ctrl + Alt + Del.
Mais um erro,
uma fuga independente
da interminável agonia.

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