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terça-feira, 13 de maio de 2008

O idioma do meu mundo
Em silêncio profundo.
Fala não pelas bocas.
Escuta não pelo ouvido
Fonemas com ingua.
Palavras ocas.
Sonoridade que duvido.
Escarro na lingua.
Hablas, parla, speak, fala.
E o som cala.
Uma troca de fluidos e simbologia.
De silabas e morfologia.
troca-troca de cultura
Uma suruba à altura.
Sodomia de dialetos
Dialogos pouco concretos.
Essa é a sala em que converso
Fonemas se entendem por verso.
Mas o real sentido da fala se perde
Nunca sabemos o que conversamos.
Tantas liguas que a lingua arde.
Tanta informação transamos.
Nunca nada foi dito.
Nem nada entendido.
Sons e zunidos disformes todo dia.
Derrepente
um holandes pia.
Um espanhol mia.
Um ingles late.
Um marroquino grunhe.

E eu com meu portugues rebuscado.
Me sinto cada dia mais proximo do relinchar de um burro.

Não seria mais fácil se tal elo perdido que nos separa dos bichos se mantivesse como de nome???

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