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terça-feira, 13 de maio de 2008

Mundo mim

O inacabado não tem fim,
nesse mundo chamado mim!
Sinto me imaculado,
sentimento deturpado,
olhar desviado.

Quem sou eu?
O que quero da vida?
Será levar cada dia como o ultimo,
cada instante como o pródigo.
Cada porta uma saída?

Daqui.
Do quadrado
Onde não, estou, estou,
estive,estive, vou,vou.

Parei na primeira que vi,
logo ali.
Uma porta com sangue,
em carne e quelóides.
E por incrível que lhes pareça,
fui frigido.
Puerilmente rígido.
Entrei e cá estava.
Num mim distante de mim

Quem sou eu?
O que quero da vida?
Será mostrar o que não sou,
para saber onde não vou?
Cada porta uma sentença
Assim. No quadrilatero.

Esta lá ela,
a porta da primeira espera.
Feita de marfim,
só pro mim.
Cheirando a chuva no deserto.
Trazendo-me de longe pra perto.

Mais um passo,
no vazio do espaço.
Agora num mim sem flores.

Quem sou eu?
O que quero da vida?
Será disputar com mim,
pela porta de saída?
Por lá. No cubo

Então chego em uma porta,
aquela de antes, morta!
E me deparo com o descaso dos “eus” que a velam.
Pessoas que não fazem só protelam.
Continuo o caminho, pelo passadiço.
Sem achar aquilo, ou querer isso!

Deparo com mais um portão.
Que me abre a visão.
Belo pela rusticidade,
pela idade, maduraidade!
E por incrível que lhes pareça
essa porta é um túnel, enfim.
Um túnel pra fora de mim.
Saio de onde nunca estive.
Quebro paradigmas.
Derrubo a estirpe.

Um túnel espiralado, de lado!
Visivelmente para a cima.
Mesmo que relativo,
um túnel que tem meu crivo.
Sem dimensões,
sem parâmetros,
sem prisões.
Sabe, indo pra frente,
correndo entre a gente.
E as portas passam a ser degraus,
não há mais nada a se ver.
Somente a vista do topo da subida,
na saída.
Viver.
Agora panorâmico,
lá onde nunca estaria.
Com a visão
por além da alforria!
Creatura completa,
mais ignorante que esperta.
Beirando a sapiência!
Torno prática em experiência.
De por a mão em chamas.
Sem o uso de mucamas!
Sábio, por não agir,
sábio por na vida fluir.
Como água sigo a corrente.
Ando entre a gente!
Até encontrar um mundo
que me ponha novamente doente!

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