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quarta-feira, 21 de maio de 2008

Ginisis

Um gênesis elíptico e evolutivo.
Cria um paradoxo destrutivo.
Limpa,
arruma
concerta.
Transforma
lava em pedra.

Move-se sempre aos poucos.
Respeita sua terra.
Rejeita quando erra.
Apagando os errôneos loucos.

Assim
o planeta
que aquece.
Já não se agüenta.
Aniquila
e esquece
à Darwin
aquele que
não o sustenta.

Pessoas,
montanhas,
mares.
Caem aos pares.
Tecnologias,
entranhas,
males
Somem aos novos ares.

Tudo muda e volta ao mesmo ponto.
Convergimos para o velho encontro.
Dois tempos num mesmo espaço.
Onde o ponto pode ser um traço.

A realidade foi
feita.
Dentre outras
eleita.

E madura com os anos.

Muda o pensamento futuro.
Torna o pensamento puro.


Somos uma placa
Tectônica fraca.
Células de um ser.
Forças de um estar.
Medulas de um ter.
Fulgura de um moldar.

Precisamos morrer.
Pelo ciclo evolutivo.
Num futuro ascender.
Pela alma seu cultivo

E a terra
segue cegando.
Apagando
os cegos
do bando.

Somos apenas arte.
Uma pequena parte.
De algo imensurável.
O universo impenetrável.

Ex-paço
experiente.
Pára o batente.
E se pergunta ao laço.
Que contem essa “vida”?
Renovar é a saída.

O mundo ensina.
Em meio à carnificina.
Que matar não é errado.
(Risos) nem pecado.

É parte do genesis armado.
Frio e mascarado.
De um observador tarado.
Que descarta o que havia criado.
Sem remorso torna ao passado.
E torna o presente mudado.

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