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terça-feira, 13 de maio de 2008

Flor da (va)idade!

É preciso ser insensível
para crer no além do crível
Levar tapas em cada esquina,
De predadores de rapina.
Acardíaco me finjo,
em branco me tinjo.
E perduro nesse não saber distinto.
O que sinto?
Serão delírios de absinto!
É uma dádiva viver.
É uma dádiva morrer!
Já a vida é uma aposta.
Um poço de bosta.
Onde nascem margaridas.
Flores sobrepostas a feridas.
Impossível insensibilidade.
Crua verdade, por igualdade.
Aproveita então seu minuto.
Enquanto com o coração disputo.
Bate, pulsa, derrama-se.
Derrete-se, corre e escorre.
Esse meu coração mole.
Infla-se o fole.
Mais um gole.
No poço da vida.
Uma água fedida.
Uma alma ferida.
Num cálice intangível.
O além do crível.
Um respiro seguro.
No diafragma um murro.
Saio de cima do muro.
O que passa a me importar é o viver.
Para um dia morrer.
A vida é problema dela, essa cadela!
Em preto e branco até que singela.
Vivo como se fosse o último. Minuto.
Intenso. Enxuto.
A única coisa da vida?
O aprendizado da ferida.
A dor sentida.
Pensada fundida.
A pulsares elétricos.
Críticos frenéticos.
Neuroreceptores.
De pensamentos e amores
Não me fale de vacinas.
Pois repico com chacinas.
Não me diga acostume-se.
Pois repito embosteie-se.
Com mais fertilizante.
Com ações delirantes.
Sempre como antes.
Nostalgia, nevralgia.
Neurônios no peito.
E o “celebro” lhe pungia.
Um músculo, celebre crepúsculo.
Um, não é o outro.
Sangue, absorto.
Descobre que a sensibilidade.
Também é racionalidade.
Cuspindo a água da vida.
Findando a ferida.
Passa a ser poço.

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