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terça-feira, 13 de maio de 2008

Ensaio da Cegueira

Ensaio da Cegueira.

Cego dos olhos, via tudo.
Com a clareza de olhos brotos.
Sem poder ver, enxergava alem e aquem.
Seus olhos nunca lhe fizeram falta,
Como amigdalas cairam em desuso.
Inuteis orgãos traiçoeiramente ciclicos.
Se pudessem ver-se não veriam.
Cegariam-se com tanto uso tópico.

Abençoados sejam os cegos.
Abençoados foram e serão.

Imagina-te sem olhos.
Sem alma aa Modi.
Ensaiando a cegueira a Saramago.
Olha-te com outros sentidos.
Poderas decidir o que não ves.
Imagina tudo, como quem nunca viu.
Teus olhos serão teus.
Tua visão egoisticamente impar.

Chora como quem caga.
Pouca importancia da aa luz.
Seu tempo se perde no espaço.
Sem a visão não ve as dores futeis do mundo,
Nem o bucolismo passivo de um por do sol.

Abençoados sejam os cegos.
Abençoados foram e serão.

Pelos olhos morrem os gatos pardos.
Brilham com o que veem na noite escura.
Teus olhos teu inferno.
A janela e a porta de tua alma estão abertas.
Como livros de paginas concretas.

Fecha os olhos e ve tudo.
Com a clareza da escuridão.
Olfato artesanal, tato manufaturado,
Audição multicolor.
E o paladar mais apurado entre todos vidologos.

Abençoados sejam os cegos.
Abençoados com outros sentidos.

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