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terça-feira, 13 de maio de 2008

Amaldiçoado seja

Em nossa era é maldição:
a ve(ra)(lo)cidade da informação.
O século dos computadores.
Computa rápidas e falsas dores.
Todos mudam rápidamentiras.
Essa gente mente,
se mostra diferente.
Em nossa esfera é maldito.
O heterônimo de um grito.
Um codinome em atrito
A net se faz de oráculo.
E é só obstáculo.
Uma parede quadrada entre mim e mim.
Entre você e você.
Entre ele e ela.
Essa tela unidimensional.
Que nos afasta do carnal.

Meu R.G.
Virou I.P.

“Mudo, volto a ser um número.”
Frios como um parafuso.
Desconcertamos o fuso.
Confusos ou sem fusos.
Confundimos quem nos vê pelo IP.
E quanto mais mitômana fica a máquina.
Mais terreno ela percorre.
Mais o rio corre e morre
Mais informação decorre e escorre
Esse contra-tempo
Vai acabar com a verdadeira linha do tempo.
Passado, presente, e futuro no mesmo furo.
Será esse o apocalipse profetizado.
A máquina será senhora da hora.
A mãe de toda verdade
Ontem, hoje e manha serão mesma realidade
Metiras e tudojuntoaomesmotempoagora.

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