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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Dijo Mozart

Ríete de la vida a carcajadas.
Buen humor de buen hombre,
Nada, ni nadie, es serio, somos bromas,
mal contados, te crees todo?
Lo tomas en serio, como todos.
Si todo es juego, no te plantes,
No plantees, somos mutantes,
Chistes flotantes, cuánticos.
Un despilfarro sádico,
Sarcástico, catársico
Cada cual lleva sus risas,
luce sus dientes,

Toman tu pelo?
tomemos sus pechos,

Ríete con ganas,
Búrlate de los otros estáticos,
Andantes paralíticos,
Ciegos videntes,
Sordos oyentes,
Y su pandilla de formales,

Ríete, ahorca a los monarcas en sus corbatas,
Los señores feudales ahogados en carcajadas,
Y burgueses reaccionarios muertos a porrazos.

Ríete de todo, no lo tomes a pecho,
Burlarse esta en tu derecho.
Y no profanes nuestra ley mágica.
No defraudes nuestra pieza trágica.
Morir de reir, en sus propios fluidos.
Es el destino de los aturdidos.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Melodrama

M´han dicho que la lengua en que escribo,
Es drama del fin desde el principio.
Y huele a desesperación en cada coma.
En ella hay tragedia tal cual goma.
La lengua más melosa de las lenguas,
Me suena ya mas dulce que amarga.
No me roza el oído tal cual plaga.
No me duele escucharla ni sus reglas.

Castellana, española de raíz latina.
Esa lengua que hoy se me aproxima.

Se me hace más pintoresca que la mía
Se me hace como lienzo en bello día.

Ay mí niña

Tus labios insensatos son mi cueva.
Me corta tu mirada juvenil.
Me pone tu olor de mujer nueva.
Tus ojos son mí razón pueril.

Mí niña ya de otros en otros días.
Soy tuyo y seré por más mil lunas.
Aunque sienta en ti pasiones frías.
Tu toque me enriquece de fortunas.

No quiero nada más en vida.
Ni pido al cielo ninguna cosa rara.
Solo busco en ti una salida.
Del mundo al que siempre planto cara.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Al andaluz

Si no puedo escribirte palabras dulces.
Te escribiré en sangre mis deseos.
Aguantando el peso de un orfeo
Transpiro tu aurora en pocas luces.

Te dejo mis ínfimas letras pobres.
Que son mas sufridas que la muerte.
Como dote del mas rico de los nobles.
Te regalo mí pasión a cualquier suerte.

sábado, 27 de setembro de 2008

Lobo estepário

Há duas almas em meio peito.
Disse Fausto em sua historia diabólica.
Concordo e discordo do meu jeito.
Mas aceito sua infernal vendida glória.

Pois em meu corpo vivem almas incontaveis.
Se chocam se jogam e questionam.
Mas convivem sem problemas consideraveis.
São irmãs, familares e colisionam.

Duas almas serão pouco a grande vida.
Cada uma tem sua propria escapada.
Uma delas vive em eterna saida.
Outra mantem todo passo a uma entrada.
Uma é negra, usurpadora e interesseria.
Outra leva o branco alvo da cegueira.
Tem a que não sabe que cor leva.
E a que leva as cores, onde não sabe.
Uma que retorse em quanto arde.
Outra que morde em quanto late.
Mas algumas são mas velhas e só contam.
Suas historias a outras almas que despontam.
Há ainda as que acabam de nascer.
Justo onde algumas acabam de morrer.
E as que beijam, as que brigam e logo beijam.
As orgasticas as puristas e as castiças.
As unicas, as gemeas e as triliças.
De porco, alma pura e almatada.
Animalma, e a alma malamada.
Dois milhões de almas, Oh, vivem em meu peito.
E para faze-las calalmas Oh, a todas aceito.

Aurora

Teu brilho, ó Aurora minha cara.
Ofusca teus pardos olhos mel
Meu desejo, lenço branco a tua tara.
Teu cheiro, ó Aurora meu bordel.

Essa luz de tuas miradas resplance.
Em minha fronte, tal qual aurora boreal.
E teus modos inurbanos entorpecem.
O instinto de minha alma animal.

Ó Aurora minha descontroladamada
Não entendo tuas curvas - tentação.
Tua luz que clareia minha paixão.
Acendendo meu tesão de forma rara.

Lux Fer de meu amor em fogo.
Endemonia minha razão fraca.
Potadora do meu querer louco.
Corta-me a lógica pouca a tua faca.

Apagando meu discurso entortado.
E jogando minha pobre lingua fora.
Me teras como eterno seu escravo.
Pra sempre minha feudal senhora.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Excesso

A politica do excesso
me faz grande.
Analitico processo
De eterno viajante.


Tal politica excessiva.
Me movimenta.
A critica furtiva.
De eterno caminhante.



Esta politica extrema.
E contrapeso.
Erotica trama externa.
De eterno chispeante.


Qualquer uma das pontas vale.
Pra desequilibrar a balança.
Pra que o proximo não se cale.


Qualquer contrapesada pujança.
Pra descompassar o baile.
Pra celebrar a insemelhança.

domingo, 14 de setembro de 2008

XOK (www.xokmag.wordpress.com)

Fisiologia e espasmo catarsico.
Somos todos pura energia.
Pura loucura, de mente vazia.
Um realismo fantastico.

Voltz e mais voltz em cada sinapse.
Somos todos bateria.
Pura reação de alguma proteina.
O resultado do apice.

Vital energia, nossa alma oriental.
Emana valores e impulsiona.
Libera o chi que aprisiona.
E tranforma o metafisico em real.

Uma força mais que energetica.
Um poder mais que forte.
A iluminação profetica.

Produzimos a ponto de estoque.
Usinas perfeitas de corrente eletrica.
Somos raio, somos choque.

Adultessencia

Era morena com cabelos sedosos.
Tinha pele de anjo caido.
Um sorriso pecador libidinoso.
Eu um desejo retraido.

Com poucas primeveras vividas.
Era abençoada com eterna ternura.
Suas mamas recem nascidas.
São merecedoras de toda loucura.

Com olhos de ninfa sem vicio.
Tinha a mirada puramente sensual.
Asexuado desperdicio.
Prazer espiritual.

Seus labios eram pouco gastos.
Cada beijo me roubava a paz.
Seus movimentos bucales castos.
Dentro de minha boca fulgaz.

Cada centimetro que lhe tocava.
Sentia seus arrepios adolescentes.
Sua pubis me vociferava.
Seu prazer em goles quentes.

Um cheiro de botão primaveral.
Brotava de seus poros conservados.
Brotando em meu tesão carnal.
A dura paixão dos desgraçados.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Puverdade

Porque é tido como errado.
Apaixonar-se por alguem novo.
Um adulto visto depravado.
É motivo de repudio e estorvo.

Quando joga seu encanto puro.
O leite de seu cheiro aguça o pecado.
Emociona e mantem duro.
O velho prazer do obcecado.

Qual beleza é o encanto da jovem.
Aos olhos do amante proibido.
Seus olhos - conquistam a ordem;
Sua ternura, a madura libido.

Como envolve a facil presa.
Lhe tem aa sua vontade ingenua.
E constroi sua vida de realeza.
Sobre a antiga carne tremula.

Onde queira tem seu dote.
E seu charme é não quere-lo.
Seu padrinho a tem por forte.
A razão de seu doidelo.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Versunido

Tão perfeitos
seres somos,
Há arquitetura
en nossas celulas,
Somo pontes,
esquinas,
aureos.
Uma matematica de moleculas.
Cada canto escuro,
curva oblicua,
Cada atomo pensado,
calculado.
Somos experiencia,
empiricos,
Cobaias de um legado,
Genesis,
somos.
Nos recriamos,
nos decompomos,
Crescemos como humanos.
O tempo passa
e passam tempos.
O estar humano
segue perfeito.
Como parte
de um todo numerico.
Entre parentesis equacionais,
Esperamos o sinal de igual?
Ser e estar perfeito.
É estar e ser completo.
Uma vontade do inteiro.
Somos onde estamos.
Fundidos, tudo é e está, supremo.

sábado, 6 de setembro de 2008

Canção do Auxilio

Meu exilio tem saudades
Porque lamenta, quem saberá?
M’ as vozes que aqui gorjeiam,
Não gorjeia um Sabia;

Nosso fel tem mais centelhas,
Nossas falhas tem mais dores,
Nossos choques tem mais vida,
Nossa vida mais sabores.

Em cismar – no fio, do açoite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem ideias,
Gorjeadas pelo ar.


Minha terra tem terrores
Que tais não encontro eu cá.
Em cismar – no fio do açoite –
Mais prazer encontro eu lá.
Minha terra tem sabores;
Que tais não encontro eu cá.

Mas permita deus que eu morra,
Se nunca voltar para lá,
Sem que disfrute seus terrores,
Que não existem por cá,
Sem que ouça a minha janela,
O Sabia a chorar.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Carnificina Epicúrea

Prazeres superfulos
dominam minha pele.
Sinto a cada pulsar
um orgasmo.
A cada salivar
um espasmo.
Pede mais,
minha carne tremula.

Nunca nada
é suficiente,
Insaciavelmente
dependendo dos sentidos,
Meu corpo avido borbulha.
Não se contenta,
Meus musculos famintos
convulsionam
Insatisfeitos
Incompletos.
Imperfeitos.

Na dor
encontro minha felicidade.
Nela
reside minha posteridade.
A certeza da lembrança.

Metromasoquista
com muito prazer.
Com queijos faço banquetes.
Disfruto
o fruto
e a carne.
Sou escravo
de meus desejos
com gosto.
Preso
nesse circulo voluptuoso
me encontro.
Estupro minha propria vontade
a frio.

Faço orgias
em couro
sozinho em seu Jardim.

Todos meus fracassos
são vitorias,
Perco o jogo
perco o premio,
Ganho mais uma marca vermelha na carne.

Teus medos nao mais me ferem.
Sou mais vazio do que atomos.
Sou mais reaçoes do que fatos.

Sou deus e não temo.
Minha santissima trinidade,
É a razão,
a fé
e a mutabilidade.
Faço de um pão
carnificina,
Alimento a faminta gente.
Que sofre
de teus medos.

Bebo sangue de carnes alheias.
Da morte me fascina sua ambiguidade.
Libertino,
devoro seu misterio .
Não vivo,
morro.
Como todos,
conto os anos passados.

E a morte não me satisfaz.
Peço mais,
reencarno.

Aa Chaplin termino minha exitencia
Num soluço
catarsico
venereo.
Me transformo em vazio.

Sou unico, sou meus iguais.
E sozinho
desmaterializo.
Transmuto,
metamorfo,
morro.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Eu não Lilo

Sou mais
um puto tarado.
Um amador desesperado.
Servo de um desejo abominado.
Um eterno apaixonado.

Não sou
nenhum dito monstro.
Muito menos porto-me mal.
As crianças não dão-me gosto.
Não despertam o desejo carnal.

Sou viciado.
Pela carne pouco tocada.
Sua metrica recem criada.
É um deleite a minha mirada.

Adolescentes
são de adultos pontes.
Sua rebeldia os faz elixir.
O suco da buscada fonte.
A razão de aturdir.

Por isso não culpo nenhum dos meus.
E entendendo cada gerontofilia aflita.
Nabokov e os motivos seus.
Ao descrever tão desejavel Lolita.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Excesso

A politica do excesso
me faz grande.
Analitico processo
De eterno descontente.


Tal politica excessiva.
Me movimenta.
A critica furtiva.
De eterno caminhante.



Esta politica extrema.
é contrapeso.
Erotica trama externa.
De eterno chispeante.


Qualquer uma das pontas vale.
Pra desequilibrar a balança.
Pra que o proximo não se cale.


Qualquer contrapesada pujança.
Pra descompassar o baile.
Pra celebrar a insemelhança.

Encruzilhada

Ainda penso que vendi minha alma.
Num dia de raiva extrema.
A razão escapou-me a palma.
A conclusao não causou edema.

Um tal rebelde caido.
Me parece muito louvavel.
Mesmo que figure como aturdido.
Tinha uma razão palpavel.

Era um anjo vivolatil.
Suas asas não lhe prendiam.
Lhe faltava a emoção tactil.
Ver que coisas resplandeciam.

Portador da luz divina.
Era o sabio pecador.
Lhe nomearam voadora rapina.
Derrubaram o traidor.
E da queda este ha aprendido.

Pois baixou pela terrena terra.
E passou pelos carnais fodidos.
Encontrou-me em passional guerra.
A razão se havia perdido.

Lhe fiz proposta irrefutavel.
A alma de um estranho louco.
Pelo eterno prazer irrecusavel.
De alguem que pensa pouco.

Nosso Pai

Deus meu que esta em tudo,
Santificadas sejam tuas formas.
Venha a nos o misterio inteiro.
Seja feita a cumplicidade.
Por toda a terra e não no céu.

Nossa comida de cada dia
Trabalhemos hoje.
Perdoai as nossas crenças.
Assim como acreditamos.
Entender o desconhecido.

Não nos deixe cair em religião.
E proteja ao reino animal.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Linguofilo

Eu,
Te amo em letras,
Em tuas virgulas abertas
Tuas linhas, cada traço.
Te amo em sintaxe
Em teus paragrafos rispidos,
Teus hiatos heroicos,
Amo tuas entrelinhas,
Tua gramatica intensa,
Teu versar em prosa,
Tua fossa.
Te amo em estrofes,
Eu te amo, Ama.
Amas tu quem te ama em desespero?
Eu
Te
Amo
em silabas.
Em tua morfologia de fel.
Teus signos realiztados.
E sempre te amarei.
Como amo um livro sagrado
Como servo de ti.
Como a mãe que perdi
Amo do vocabulario.
Como amo-te.

A cada palavra tua.
Meu peito escreve branco.
O pobre musculo do tranco,
Amarelado corrido.
Apertando todos os sonhos
Que nao pöde amar.

Implo(ra)ode.

Sentimento subjetivo
De quem ama em letras.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Um bigo qualquer

Se meu umbigo
fosse teu mundo
Minhas horas
seriam segundos.
Como inquilina
do meu furo.
Me alimentarias,
estou seguro.

Se meu coração
batesse ao teu.
Minhas pulsações
em apogeu.
Espirrariam
do gêiser,
magma.
Num jato vil
como arma.


Se o centro do meu corpo
fosse teu meio.
Minhas noites,
afagaria em teu seio.
E teus sonhos
seriam minhas verdades.
Viveríamos, do outro, uma metade.


Se minhas pintas
fossem tua horta.
Minha pele deixaria
de estar morta.
E teu toque
me faria
ter mais colheita.
Cada raio neurológico
uma tormenta.

Se comigo estivesse
quando sozinha.
Eu também de ti
me completaria.
E
Dançaríamos sutilmente a melodia.
Do eterno respirar em harmonia.

Profecia I

Já se foram todos os minutos.
O fim nasce em quarentena.
Os pensantes foram enxutos.


Dois mil e doze errantes em novena.
Contam datas e predizem fatos.
Pra marcar a derrocada do Esquema.


O dia em que explodem os atos.
A merda cobrindo as casas.
Pela diplomacia de contratos.


Já não bastam as ameaças.
Nem dizeres polidos politicamente.
Balas catapleticas nas massa.


Fudemos a realidade estupidamente.
Egoístas pesamos pequeno.
Poucas horas aniquilaram a torrente.


Nesta data querida o sereno.
Matará em acido os restantes.
Limpando de vez nosso terreno.

Profecia II

Poder mudar de forma e conteúdo
É a melhor coisa do humano.
Travestir-se de si mesmo.
E sair por aí como: EU.

Cortar a barba, pintar o cabelo.
Cortar os pulsos, um laço eterno.
È o maior poder que podemos.
Essa camaleônica pele mentirosa.


Inclua a pele da alma, da essência
Inclua as facetas da carne.
Inclua as mudanças climáticas.
Inclua evolução em tudo isso.

Ter o poder de mudar de assunto,
De vida, de valores, poder ter a escolha,
Isso é poder.

Me diziam que se conhece um homem,
Quando este tem consigo poder,
Mas hoje sei que todos temos.
E grandes homens não existem.

Profecia III

Em algum lugar do passado.
Existiu uma terra molhada.
Com seu destino traçado.


Habitada por dinheiro e enxada.
Seus membros cegos incautos.
Supercopulam esta esfera inchada.


Um planeta regido por aultos.
Governado a distancia pelo poder.
Já não ouve mais seus arautos.


A bola do eterno foder.
É toda água e toda seca.
A culpada do padecer.


Esfera que do fim se acerca.
Nosso habitat do passado.
Hoje não passa de uma aceca.

Nosso destino já foi caçado.
Bem-vindos ao fim do mundo.
Ao gênese profetizado.

Profecia IV

Desesperança é o mote da vida.
Entre otimismo e pessimismo reside
Uma verdade deveras corroída.


O realismo minha vida preside.
Pois viver anda mais que escrotal.
Nesse plano carnal que só agride.


O que deveria ser natural.
É um fardo a ser engolido.
Na mais pura fase anal.


Está realmente tudo fodido.
Ter valores já não vale pra nada.
O verdadeiro daqui foi banido.


A honra anda tão deturpada.
Que a palavra já não tem mais valor.
A evolução a fez abdicada.


Caminhamos pro primeiro ardor.
A implosão do Uno e do Verso.
E o hipnotismo febril do torpor.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Hobby

Teus olhos escondidos,
me revivem o peito esquecido.
Respiro teu olhar nativo pelas pupilas.

Teu cabelo soturno.
Me suaviza as mãos gastas.
Respiro tua leveza tenue pelas raizes.


Tua boca arquitetada,
Me desmonta a mascara protetora.
Respiro tua saliva infiel pelas papilas.


Tuas covas involventes,
Me viciam a pele seca.
Respiro teu encanto pueril pelos poros.


Teu pescoço modiglianico,
Me hipnotiza a estetica rude.
Respiro tuas curvas femininas por todos os sentidos.


Teu colo jovialmente aberto,
Me afaga a alma triste.
Respiro teu perfume embriagante pelas veias.

Teus peitos firmes,
Me engrandecem o membro vil.
Respiro tua glandula em riste pela glande.


Tuas costelas ,
Me pinçam o tato petrificado.
Respiro teus traços novos pelos dedos.


Teus ilhos vanguardistas,
Me brotam o sadico amigo
Respiro teus ossos plasticos aa Cubana.


Tua vulva furtiva,
Me desafia a paciencia imatura.
Respiro teu sexo proibido pelo hipotalamo.


Tuas pernas decididas,
Me chacoalham a rótula gasta.
Respiro tua elegancia torpe pela boca.


Teus pés reais,
Me diminuem a casta ilusoria.
Respiro tua classe pelo escudo.


Teu jogo maestral,
Me entorpece o desejo
Respiro tua vontade aa vontade


Dou goles de ti em cada dia.
E vivo assim nesse eterno não ter-te
Inspiro-te. Expiro-te

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Em serie.

Matar vem me dando grande gozo.
Ver morrer me alegra a vida insipida.
Cada grito que desfere minha vitima.
Da prazer ao meu corpo libidinoso.

Me tornei um frio assassino,
Sanguinario e viciado em morte
Matando qualquer coisa que abomino.
Bebo sangue quente de cada corte.


Crueldade é torturar um pobre morto.
E perder suas feiçoes de desepero.
O mais belo de matar é ver no corpo.
Os espasmos de dor do meu esmero.

Ha prazer na morte alheia anunciada.
Como ha prazer na caça de um animal.
Ver os olhos desta coisa amedrontada.
Ao desferir o frio golpe mortal.

Cada moral que está a ponto de morrer.
Me éxcita a cada morte de forma avida.
Ver o choro de quem suplica pela vida.
Preenche meu sangue de prazer.

Sangue cinza

I

Urbano,
um ser humano mundano.
De aslfalto,
cinza como qualquer um.
Numero indecifravel dessa terra fria.
Urge urbe dos seus poros.
Necessidade de uso topico.
Pela cidade de futuro utopico.
Caminha o cidadao, quem?
O cidadao de ninguem.
Metropolitando o habito da rotina.


II
Abre a porta de sua geladeira, branca.
Já toma a mesma marca de leite a dias.
Para efemeros isso é heresia.

III
Continua penteando o cabelo, calvo.
E espera a agua esquentar.
A do banho, do café, e do carro a alccol.
Sai de casa, faz o mesmo caminho.
Conta semaforos, postes, degraus e pessoas.


IV
Sua metropole é de todos.
Seus olhos são coletivos.
O tal “eu”, é mais um.
Numero, letra, barra, numero.

Respira fumaça e não fuma.
Aceita o terror e não grita.
Se faz de cego ao cego.
E limpa as mãos com uma moeda.


V
Uma hora perdida.
Elevador, gente dentro de seu gigante espaço vital.
Micromegalomania, tudo é grande mas falta espaço.
Paradoxopolis, a megameca de muitos.
Mesmo toque, mesmas frases no mesmo horario.

Seis.
Pronto
no ponto e bate.
Missão cumprida, bom filho.


Diversão, entretenimento, gente e mais gente.
Rotineira fisica quantica.
Foi parar num bar, os “amigos” oferecem.
Metropolisapiens não nega.
Segue a tendencia.

Cria opiniões, filhos, laços.
Endurece o peito e cospe informação.



VI
Passageiro da metropole.
Ainda fora de casa, volta,
A si, deixara o carro no trabalho.
Toma tres saideras e ainda não foi.
A noite é sua filha, soturno.
Diz ver o sol nascer todos os dias.
Como quem morre.

E desperta todo dia sem ter dormido.
Abre a mesma geladeira, os mesmos jornais
Toma o mesmo leite e o mesmo caminho.
Corre sangue cinza em suas veias.
O asfalto o faz macio.
O contraponto da dureza derrete seus muros.
Sateliza todos a sua volta e se funde.
Num perder-se consentido sem consciencia.
Uma mescla partidaria vive o homem mundano.
Vive insano, profano, ser do engano.
Sobrevive e sobreatua, sua nua verdade crua.

De pequena celula celulitica, pouco critica.
Ser infimo, incontavel e desprezivel.
Na imensidão da cidade
É mais, um numero um, entre o nada.
Fusao de matéria.
De uma verdade imensuravel.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Poema ao pai.

Pai,
não mereces cartas.
Foste perfeito em seus tortos atos.
Foste sempre heroi.
Sempre fui tua cria.
Teu mimo, a menina de teus olhos.
Me deste de mamar:
Educação rigida, etica intolerante e liberdade absoluta.
Fez-me quem nunca foste.
Uma censura tangivel.
Eu, que, ainda fui-te quando pequeno.
Serei-te quando crescer.
Mas farei tudo que não fizeste.
Seremos duas experiencias unicas.
Em dois corpos iguais.

Somos apenas, somos.

Castras-te-me quando quizes-te.
Privas-te-me a teu gosto.
Fizes-te-me humano.
Um homem mundano.
Descrente do engano.
Formou-me etico profano.
Meu porto seguro é paterno.
Moderno, um pai terno.

Sou tu, eres eu,
em minha época, sua replica.
Feito pra fazer outra vez,
O que o primeiro vivente não fez.
Juntos,
sempre quebramos a linha do tempo.
Podemos,
reopinar as opções.
Refazer os atos.
Pensamos duas vezes antes de pensar.
Somos um numero imensuravel inumeravel,
Numeros pais
Numeros filhos.
Somos relativos.
Sou,
Grato sou por suas aspirações.
Por cada gota de sangue abdicada.
Amo cada moralidade,
sou parte de suas saudades.
Devo-te uma vida toda.
Em bio-moeda.
Hipotequei meu destino.
A mim mesmo,
a outro humano,
em parcelas.
Me sinto obrigado a parafrasear-te.
Copiando tuas duvidas.
Descubro tuas curiosidades.
Desvelo teus segredos.
Desafiando teus medos.

Pai meu, sou-te a outra chance.
Sou-te o alter-ego.

De teu ventre de amor nasci torto.
Fraco e malnascido.
Um humano falido, esmorecido.

Pai meu, sou-te a outra face.
Sou-te o limbo.

De tuas convicções aprendi da morte.
Forte e decidido.
Um humano aturdido, crescido.


Pai meu amo-te como nunca amaste.
Amo-te até a nuca.
Por todo o cortex.
Por todos os dias.
Amo-te como a mim.
Pai meu amo-te como nunca amou-se.

Biolorgia

Veras que batalha se vive pra viver,
No dia em que a simbiose interesseira.
Vir aa Maquiavel em sua porta bater.
Como protocooperação verdadeira.

E um parasita em sua vida se instalar.
Fazendo-se de rêmora comensal.
Para em sua veia mais intima sugar.
Dizendo fazer mais bem do que mal.

Se dizem orquídeas que adornam.
Deturpando a bela biologia.
Serão inquilinos que te adoram.
Amensalistas da eterna nevralgia.

Holoparasitas vegetantes há aos montes.
Gente fina de escola e tradição.
Procurando gente boa e boas fontes.
Se dizendo em sua vida uma adição.

Ser escravo desses sapiens sabidos .
É a sina dos erectos acéfalos.
Nessa selva de pedra os confundidos.
Levam todo dia no anus falos.

Predador

O menino que chora,
na minha rua,
não tem nome.
Nem a rua,
nem suas lagrimas de pseudo fome.

Seu choro fino
foi vendido por algumas balas.
Menino crocodilo lacrimejante
de finas falas.
Sentado ao meio fio
ele suplica por socorro.
A água no seu rosto
não se sabe se é choro.
Fui eu que o ensinou a mentir,
estelionatar.
Roubar,
furtar,
enganar,
dissimular.

Sou eterno culpado de sua sina
O meliante que o estancou na esquina.
Carrego mil deles na coluna vertebral.
Sou réu confesso da desigualdade social.

O menino que chora
na minha rua,
não some.
Nem a rua,
nem suas lagrimas de pseudo homem.

Seu plano fino
foi comprado por algumas falas.
Menino crocodilo lacrimejante
– pergunto - porque calas?
Se tua vida é enganar
os que enganam em suas salas.


O menino que chora em minha rua está certo.

Sendo mais digno que muito parasita.
Ele engana sua presa com facilidade.
Nunca come mais do que necessita.
Dobra ao meio o dobro de sua idade.

É um predador nessa selva de concreto.

Paz II

Diz ele:
“Ainda acredito nas al(r)mas duras.
Creio numa guerra sanguinária.
No instinto das emoçoes seguras.
Na nova revolução imaginaria.
Das futuras gerações futuras.”

Um lapso de inconsiencia palpita.
Ainda sobra força na testa turva.
Render-se jamais cogita.
A massa incefalica se curva.
Um grito seu peito regorgita.


“Sou eu,
quem manda na realidade,
sou pai e mãe da verdade,
voce é meu”


Ele bate mais uma vez no sensivel cerebro.
E dessa vez não espera responder a razão.
Seu peito não lhe dá mais opção.
A cabeça emotiva sucumbiu ao coração ebrio.

Uns

Eu sou
todos nos

Como todos
somos eu.

Insignificante foz.
Onde a vida
se perdeu.

Por aqui
só há pessoas.
Não vejo
nenhum humano.
Todos reluzem suas coroas.
Deglutem o prazer mundano.

Não enchergam a unidade.
Vendo
deixam de ver o inteiro.
Resultado da vaidade.
Do egoismo sorrateiro.


Multidão
de moléculas e atomos.
Resto
de reaçoes e fatos.
Somos frutos
exclusivos de atos.
Escurecendo
o que já fomos.


Unir-se não é preciso.
Pois estamos já unidos.
Por um fio conciso.

Necessitamos cair aturdidos.
E levar a idade do ciso.
Aos restantes esquecidos.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Louco como qualquer insano.
Ele levava dentro de si.
Todo o prazer mundando.
A maior lascivia que vi.

Babava e gritava aos ventos.
Metia medo em toda a gente.
Assustava os menos atentos.
Com sua verdade incoerente.

Maluco pela humanidade.
Não cansava de perguntar:
“O senhor é de verdade?
Deixa então te beliscar”.

Balbuciava e gemia palavras doces.
Era amigo do povo inutil.
Lhes dava humor a doses.
Com sua maneira pueril.


Doido por tocar uma pele.
Levava sempre consigo.
Uma atitude que impele.
O mais fiel inimigo.


Pulava e sorria pro nada.
Era feliz por assim estar.
O prazer da ultima gozada.
Um eterno gargalhar.

Empiricas provas nunca restaram.
Para que a fé virasse ciencia.
Conscientizar a consciencia.
É um neuronio que castraram.

A fé move até montanhas.
Move internas entranhas.
Resposta de sensações estranhas.
É a maior de nossas artimanhas.

Vejo a fé a minha volta.
Um desejo do coletivo molda.
E o senso comun escolta
O que o acreditar corretivo poda.


Crença é tangível dicotomia.
Solução pra monotonia – dia a dia.
Acredite ou não.
Fé é razão.

É o poder de ver seu próprio destino.
De construir o tragado pelo intestino.
Acredite ou não.
Fé é razão.

Descame-se do senso comum.
Acredite-se, creia-se e tenha fé pessoal.
Desconfia e tornar-te-á mais um mortal.
Somos todos um, todos nenhum.

Obssessao II

Quero mais, isso não acaba nunca.
Trago goles de pura endorfina pela nuca.
Saio de mim para procurar mais informação.
Imploro por mais insanidade em construção.

Vicio maldito esse de pensar.
Talvez medo de ser otimista.
De ser somente niilista.
Talvez proteção egoísta.
Ou apreço de anarquista.
Necessidade maldita de alucinar.

Vou e venho em branco.
Tiros e mais tiros no pé.
Uma vontade em eterna maré.
Com o sentimento manco.


Me encontro em dependencia obscura
Me perco toda vez que a busco.
A incerteza da minha procura.
É luz que eu mesmo ofusco.
A repulsa que dá minha cura.
Sobriando esse viver tosco.


Pago tudo e todos os pecados.
Dou quantas faces queiras.
Conta do recado, todas as feiras.

Uso tudo e todos os amados.
Dou quantos azes queiras.
Conta do cercado, de todas as maneiras.


Sofro sozinho meus danos.
Mastigo meus enganos.
Para que o resto de nos
possam manter-se sanos.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Conceitos

O preconceito
dos teus olhos
esfola minha cara
na tua.

Cada pontada
dos teus olhos
degola minha carne
é crua.

O terrorismo
dos teus olhos
devora minha carne
pura.

Cada mirada
repulsiva,
uma facada
em minha cara escura.


O malconceito
dos teu atos
questiona
Minha etica de rua.

Cada pontada
dos teus atos
pressiona
Minha etica dura.

O direitismo
dos teus atos
Impressiona
minha etnica mistura.

Cara encarada
sugestiva
Uma cagada em minha cara: tortura.



O aconceito
dos teus tratos
choca
Minha calma impura.

Cada pontada
dos teus tratos
toca
Minha alma prematura.

O elitismo
dos teus tratos
Chora
e em minha alma
perdura.

Cada julgada
impulsiva.
Uma paulada
em minha calma madura.



O desconceito dos teus trolhos fede.
Em minha cética amargura.
Cada pontada dos teus trolhos mede
minha tetrica figura.
O anarquismo dos teus trolhos pede
minha métrica paúra.
Cada escarrada conclusiva uma mordida
em minha cara segura.



O inconceito dos teus fatos revolta
minha carcaça nua.
Cada pontada dos teu fatos solta
minha caranca de loucura
O aforismo dos teu fatos solda
minha carcaça a tua.
Cada olhada descritiva uma porrada
em minha cara escura

sábado, 12 de julho de 2008

Doente.

Bate em minha cara
com teus dentes.
Faz-me sofrer
seus desabores.
Corta minhas veias
com teus olhos.
Cospe em minha alma
a vontade.
Usa meus pedaços viciados.
Quebra meus ossos
com tua força.
Acaba com meu sangue estancado.
Pisa em minha boca
como queiras.
Rompe meus cabelo
s com um sopro.
Morde um pedaço
de meu corpo.
E leva-me a tua alcova de sereias.

Desdenha meu amor intenso e louco.
Desfaz o meu drama de tão pouco.
Destroi minha retorica infantil.
E faz com que meu querer vil.
Grite teu nome a ficar rouco.

Assim amo a dor
que por ti sinto.
Mas não amo
o corpo que carregas.
E sinto teu amor
na pele raza.
E levo a minha dor ao peito aflito.

otenoS Real

Tua elegancia me rebaixa a casta.
Teus olhos felinos são predadores.
Alimentados por minha carne gasta.

Já me perdi em teu pescoço hermetico.
Em tuas linhas de atos pecadores.
Encontrei o deleite apoteótico.

Ainda que teus movimentos imperfeitos.
Lutem com cada pose batalhas.
Teus olhos fitam sempre atentos.
Ao coração que estraçalhas.

Quero as tuas pernas longas.
Que de finas me parecem esculturas.
Gritando-me tal arapongas.
Luzindo suas delicadas grossuras.

Quero tua educação a minha mesa.
Onde espero tu rainha já sentado.
Com seus portes de mulher da realeza.
Quero ter-te, em minha cama, sempre ao lado.

Obssessão

Conto cada uma de tuas pintas.
Como quem aumenta um ponto.
Me perco em teus centimetros tontos.
Tragando tua pele rigida.

Tocar-te a suave carne arrepia-me.
Deixa-me o braço catatonico a nevralgia.
Pedacinho por pedacinho te decoro.
Memorizo todas tuas imperfeiçoes.
Tuas cicatrizes admiradoro.
Sei aas cegas todas tuas emoções.

Teu cheiro penetra meus putos poros.
E derrete toda pedra que me esconde.
Meu olfato é escravo de teus hormonios.
Ao inalar-te gozo a hecatombe.

Decupo teu espirito de forma avida.
Como quem bebe de fonte da juventude
Dou goles infindaveis de teu plasma.
Preencho-me de tua alma calida
Empapuçado de tua energia, sou plenitude.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O piloto sumiu

De passagem,
transitorio
será tudo?
Apenas um movimento organico.
Voluvel,
instavel,
absurdo?
Incertos humanos, sempre estando?
Caminhantes da reciprocidade?

Estamos
instantaneos,
humanos
mundanos.
Onde tudo é passageiro.
Onde nada se acaba.
Onde nada perde a vida.
Nada é pagina virada.
Somos imperfeitos,
incompletos.
De defeitos
repletos.
Somos assim
todos juntos.
Num amalgma de conjuntos.
Estamos sempre
interligados.
Inacabados.
Estamos conectados.
Na eterna passagem passageira.
O ponto
exato
da descida
da ladeira.
Onde tudo ainda é brincadeira.
Onde a paixão não dá canseira.
Saimos antes mesmo de descer.
Antes de realmente conhecer.

Mas parar numa estação
Desconhecida por opção.
Acaba por surpreender.

E se nunca paramos
Passagero é permanente.
Se não desligamos
Acabar é incoerente.

Emoções Pensadas

O hipotalamo
nos transmite impulsos.
Religiosamente
transforma soluços.
Engana quem pensa sentir.
Emana implusivamente ao parir.
Emoções
pensadas
acima.
Um sentir que esgrima.
Um fundir entre opostos.
Simbiose de gostos.
Pensar é sentir e é pensar.
Ruminar,
deglutir
e tragar.
Sentir é pensar e é sentir.
Concluir,
dobrar
e parir.
Só sei que nada sinto.
Só sinto que nada sei.
Sentir não pensei.
Pensar é o que sinto.

Tenro eterno

Efemera femea de meus rubrores.
Passageira de minhas paixões.
Faz-me carne o peito em vime.
Embeleze-me com seus ardores.
Lambuse-me com suas monções.
Domine-me com teu olhar firme.


Abençoemos juntos o amor findado
Filho unico de entregas descomedidas.
Mantenhamos o musculo blindado.
Protegido de nossas proprias feridas.

Esposa, intensamente possuida, sem amarras.
Eres, minha mulher de instantes.
Teus tantos olhares petrificantes.
Esposa, inversamente esquecida, fincou-me garras.


Teu reino é meu maior pecado capital.
Conquistar, dos olhos a menina.
É seduzir, nossa eterna sina.
Nosso corpo somente um legado carnal.


Consorte temporaria, minha dona amada com tudo.
Eres, minha mulher por poucos.
Teus tantos sorrisos loucos.
Consorte temporaria, minha mona amarrada de escudo


Todo meu intenso pulso é teu.
De minha carne tremula eres culpada.
Te condeno ao meu eterno ceu.
Onde num pedestal seras adorada.
Minha eterna efemera amada.

Viuva Negra

Bela como poucos cumes.
Ela passou sem deixar rastos.
Num andar de mil ciumes.
Ela desviou sem deixar castos.

Doce como poucos favos.
Ela sorriu sem deixar mel.
Num gargalhar de mil escravos.
Ela encantou sem deixar véu.


Pura como poucos ares.
Ela acenou sem deixar marcas.
Num balançar de mil altares.
Ela feriu sem deixar farpas.


Feminina como poucos portos.
Ela piscou sem deixar duvidas.
Num desaguar de mil mortos.
Ela sorriu sem deixar vidas.

Sou real

Sonhei um traço torto.
Entre nuvens de incerteza me vi.
Cada passo que deixava de dar.
Caia mais em mim.

De olhos cerrados e apertados.
Não pude enchergar o maravilhoso.
Mas ainda assim via tudo.
O azul da escuridão e o negro das luzes.

Sempre tudo em paradoxo, tudo sem sentidos.
As linhas curvilinhas eram pontos.
Que ao longe podem enganar a vista.
Cai mais uma vez em mim para chegar mais perto.


E derrepente sai voando, para baixo.
A senção inexplicavel de poder foi única.
Explodí em milhoes de pedaços.
E só assim pude me ver com clareza.

Capital

Putas, garotas de programa.
São donzelas prisioneiras.
Princesas tão faceiras.
Que tem todo o meu querer.
Seu sordido trabalho é fuder.
Ao braços de quem não ama.


Rampeiras, meretrizes
Pobres donas profissionais.
Estarão em meus anais.
Em minha lasciva vida.
Sempre serão a comida.
O refugios de minhas crises.



Vagabundas, mulheres honestas.
São senhoras do prazer.
O gozo é seu dever.
Madames de sedosa pluma.
Quem nunca esteve com nenhuma.
Acredita que são todas arestas.

To be

Acabo de concluir algo.
Depois do segundo trago.
Na garrafa em quem me afago.

Os idiomas mantem escondido.
Um sistema diabolicamente esculpido.

Ser e estar designam: tempo e espaço,
Em muitas linguas no mesmo traço.
Ser caminhante é estar no passo.

Ser completo é estar onipresente.
Estar completo é estar ciente.
Preenchimento clarividente.
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Somos tudo que estamos.
Estamos onde seriamos.
Quando nos questionamos.


Quem estamos?
Onde seriamos?
Questionamos.


Acabo de concluir algo.
Depois do ultimo trago.
Na fusão a quem me encargo.
Respostas: placebos de calmantes.
Pequenas verdades do presente.
Amanha: obsoletas amantes.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Acido Barbiturico

Acido Barbiturico.


Vermelho teu sorriso interior.
Ingenuo como foi a minha entrega.
Envolve meu querer e meu furor.
Desdenha minha tola paixão cega.

Vermelha tua pele caipira
Suave como foi nossa amizade.
Conquista meu poder e me inspira.
Desenha minha lagrima de saudade.

Vermelho teu cabelo indeciso.
Perfeito como foram os poucos dias.
Vicia meu corpo e meu juizo.
Destroi meu coração que desconfia.


Vermelha tua cara encantada.
Bela como foram poucas damas.
Enfeitiça meu discurso tal qual fada.
Despedaça meu amor em meio aas chamas.


É teu vermelho que corre em minhas veias.
Teu vermelho é o sangue de minha vida.
Teu vermelho me prende em suas teias.
Teu vermelho minha unica saida.
Doente.


Bate em minha cara com teus dentes.
Faz-me sofrer seus desabores.
Corta-me as veias com teus olhos.
Cospe em minha alma a vontade.
Usa meus pedaços viciados.
Quebra-me os ossos com tua força.
Acaba com meu sangue estancado.
Pisa em minha boca como queiras.
Rompe meus cabelos com um sopro.
Morde um pedaço de meu corpo.
E leva-me a tua alcova de sereias.

Desdenha meu amor intenso e louco.
Desfaz o meu drama de tão pouco.
Destroi minha retorica infantil.
E faz do meu querer um ato vil.
Que grite teu nome a ficar rouco.

Assim amo a dor que por ti sinto.
Mas não amo o corpo que carregas.
E sinto teu amor na pele raza.
E levo a minha dor a um peito aflito.
Chicote.


Um coração de ferro e carne podre.
Bate como anda na amargura.
É um peito que não late em plena altura.
É um pulso que arde em sua espera.

Um coração de lata e pedra escura.
Fundiu o que queria ser materia.
Já não conhece a dor da amargura.
Já não esquece mais sua tristesa.

Um coração de tonto e pouco uso.
Levou de tua mão corte difuso.
E o pouco que latia o seu pulso.
Deixou de ser amado como queira.

Um coração amargo e insensivel.
Virou parte de mim já invisivel.
Por mais que lata forte e se flagele.
É um musculo que não tem mais a quente pele.

E morto continua só sangrando.
Bombeia o peito escuro e pouco usado.
Tentando lembrar de seus amores.
Tentando amar o seu cangalho.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Paz

Instinto é sobrevivencia – dizia.
Batendo com a mão na mesa.
- sua forte fronte franzia -
O que se via com clareza.

Se castrarmos o que sentimos
- olhava os outros nos olhos -
Nossa paixão ferimos.
Cortamos a metade dos trolhos.

Não pensem que sanarão suas dores.
Escondendo-se dos latidos da fera.
Pois serais um dia senhores.
E a besta estará a vossa espera.

Cada veia de vossas fortalezas.
Carrega milhoes de caras.
Imprime vossas fraquezas.
Exprime vossas taras.

Guerreiros de minha pátria doente.
Empunhem suas armas vermelhas.
Enfilerem-se no fronte.
E nao parem de atirar centelhas.

Pergunto logo existo

Nada deve terminar,
nessa tal da vida.
Cada entrada
é uma saída.


O nunca
e o fim
não existem.
Infinitos
são verdades extremas.
Impossivel aos que não insistem.
Ao concluirem: teoremas.

Em movimento constante.
A vida se torna latente.
O fardo é levado adiante.

Continuamente
recicla-te.
Renova-te e a vida e não finda.
Recria-te cada vez mais forte.
Tua essencia ainda mais se blinda.


Cada vez mais longe chegaras.
Ao buscar de forma incessante.
A resposta que sempre cega.
A visão de tua pergunta constante.

Então teu ciclo nunca pára.
Então tua ferida nunca sara.
Então tua busca nunca é cara.
E tua questão vira a joia mais rara.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Epitáfio

Deixei algo pra humanidade
Que seja alguma insanidade
Um pingo de verdade.
ou o fim da moralidade.
Marquei a ferro quente
a pele dessa repugnante gente
a fingir que é diferente.


Deixei algo pra posteridade.
Que seja o nao a castidade.
Um pingo de saudade
ou o fim da santidade.
Marquei com chicote de aço
a pele desse povo crasso
a fingir ter somente um pedaço.


Deixo minhas infimas palavras frias.
Que são rimas igualmente vazias.
Um pingo de azia.
ou o fim da eterna alforria
Marquei a fortes pauladas.
a pele das massas castradas
estupidamente alienadas.

Demonia de Scarpin

Um anjo infernal superior.
A mulher dos teus pesadelos.
Um demoniaco bemfeitor.
A razão dos teus doidelos.

Um axioma do odio afável.
A mulher da tua morte.
Um milagre dito execravel
A paixão pela dor do corte.


Um paradoxo deveras complicado.
A mulher a se divorciar.
Um desdem muito anunciado

A mulher de deixar no altar.
Um turbilhão sanguineo estancado.
A mulher que não deves amar.

Musa


que eu nunca vi.
Minha amada impossivel.
Mãe do meu amor incondicional.
Te amo
como não a mim.
Ter-te
passa a ser
uma obssessão
Buscar-te
já me é habitual.
E
Procuro nunca encontrar-te.
Para que sozinho me perca.
No amor que sinto por ti.

Amar é...

O amor
é patente.
Um logo
a sua frente.
Uma marca potente.
Mas é intangivel,
Divisivel,
Invisivel.
O amor
é carente

Vai e vem

Os atos
nao me importam
Somos feitos de reaçao

Os fatos
nao suportam.
A resposta da questao.


Me fixo na volta.
Na força contraria.
Vingança em revolta.
Devoluçao hereditaria.


Importante nao é dizer.
Mas provar o que foi dito.
julguemos o porque
Sem culpar o delito.

Hino nacionalista

Corrupçao
o estandarte
de nossa naçao.
Produto da reaçao
por alienaçao.

É a bandeira
que no pleito estampamos.

Panos quentes e muita massa.
Cabrestos e muita mordassa.

A bandeira
que por vezes tapamos.

Corrupta terra de margens placidas.
Distrito Federal de verdades acidas.
É nossa flamula irracional.
Estado de calamidade publicada.
Uma tal democracia já abdicada.
A flamula no nosso quintal.


Corruptos
filhos da pátria mae gentil.
Descendentes do poder doentiu.
A madeira do pau brazil.
É bala de fuzil. Papel moeda vil.


Sou
o filho que nao foge a luta.
E se ergue a justiça em brado forte.
Nem teme, quem te adora, a propria morte.

Terra adorada
entre outras mil
O meu Brasil,
Ó pátria amada!
Virou covil.

Tudo quero.

Meio não,
Inteiro.
Metade não,
extremo.


Tudo,
mesmo que não seja nada.
Tudo
contra uma vida estagnada.

Cincoenta
por
cento.
Pouco.
Cem
a cada
cento.
E louco

Pois,
Partir em dois iguais.
Só faz querer mais.
E,
Tencionar por igual os lados.
Deixa cada um deles parados.
Ginisis

Um gênesis elíptico e evolutivo.
Cria um paradoxo destrutivo.
Limpa,
arruma
concerta.
Transforma
lava em pedra.

Move-se sempre aos poucos.
Respeita sua terra.
Rejeita quando erra.
Apagando os errôneos loucos.

Assim
o planeta
que aquece.
Já não se agüenta.
Aniquila
e esquece
à Darwin
aquele que
não o sustenta.

Pessoas,
montanhas,
mares.
Caem aos pares.
Tecnologias,
entranhas,
males
Somem aos novos ares.

Tudo muda e volta ao mesmo ponto.
Convergimos para o velho encontro.
Dois tempos num mesmo espaço.
Onde o ponto pode ser um traço.

A realidade foi
feita.
Dentre outras
eleita.

E madura com os anos.

Muda o pensamento futuro.
Torna o pensamento puro.


Somos uma placa
Tectônica fraca.
Células de um ser.
Forças de um estar.
Medulas de um ter.
Fulgura de um moldar.

Precisamos morrer.
Pelo ciclo evolutivo.
Num futuro ascender.
Pela alma seu cultivo

E a terra
segue cegando.
Apagando
os cegos
do bando.

Somos apenas arte.
Uma pequena parte.
De algo imensurável.
O universo impenetrável.

Ex-paço
experiente.
Pára o batente.
E se pergunta ao laço.
Que contem essa “vida”?
Renovar é a saída.

O mundo ensina.
Em meio à carnificina.
Que matar não é errado.
(Risos) nem pecado.

É parte do genesis armado.
Frio e mascarado.
De um observador tarado.
Que descarta o que havia criado.
Sem remorso torna ao passado.
E torna o presente mudado.

7 ave marias

Pecados capitais,
uns tais
uns mais,
Pecados animais

Pequemos,
luxúria e soberbia.
Tentemos,
nossa carne ébria.

Bebamos
entre prazeres e orgias
Comamos
entre luxo e sodomias

Peque às claras
Beba gozo alheio
Tente todas taras
Coma direto do seio

Tentemos nosso corpo lascivo
A pecar a fogo e braza
Tentemos nosso espirito altivo .
A pecar a paixão raza.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Cançao do auxilio (a.ka. desculpa seu Gonçalvez)

Cançao do auxilio
Meu exilio tem saudades
Porque lamenta, quem saberá?
M’ as vozes que aqui gorjeiam,
Não gorjeia um Sabia;

Nosso fel tem mais centelhas,
Nossas falhas tem mais dores,
Nossos choques tem mais vida,
Nossa vida mais sabores.

Em cismar – no fio, do açoite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem ideias,
Gorjeadas pelo ar.


Minha terra tem terrores
Que tais não encontro eu cá.
Em cismar – no fio do açoite –
Mais prazer encontro eu lá.
Minha terra tem sabores;
Que tais não encontro eu cá.

Mas permita deus que eu morra,
Se nunca voltar para lá,
Sem que disfrute seus terrores,
Que não existem por cá,
Sem que ouça a minha janela,
O Sabia a chorar.

Versozunido

Tão perfeitos seres somos,
Há arquitetura en nossas celulas,
Somo pontes, esquinas, aureos.
Uma matematica de moleculas.
Cada canto escuro, curva oblicua,
Cada atomo pensado, calculado.
Somos experiencia, empiricos,
Cobaias de um legado,
Genesis, somos.
Nos recriamos, nos decompomos,
Crescemos como humanos.
O tempo passa e passam tempos.
O estar humano segue perfeito.
Como parte de um todo numerico.
Entre parentesis equacionais,
Esperamos o sinal de igual?
Ser e estar perfeito.
É um simlpes conceito.
Há uma forma - ser e estar –
Suprema.
Uma totalidade do real.


Somos onde estamos.
Fundidos, tudo é e está, igual.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Sujeira Mano

Uma vida limpa,
suja só nos cantos.
Um dia limpido,
fechado só nos prantos.
Casa,
comida
e roupa lavada.
Doméstica vida
empregada.
Empregnada
de vida doméstica.

A vida! aseada, escovada.

Nao defendo a moral dialetica.
Estou querendo prezar a estetica.
As coisas fluem
mais rapido.
O pensamento se sente
mais apto.
Tal beleza sofreu
um rapto.
Esfrega,
enxagua,
mas nao dobra.
Arruma
mas deixa uma sobra.
Domesticando
outros problemas.
Outras conversas,
sobre outros temas.
O caseiro comodismo falta.
Descoberta de outros valores.
O sanar de outras dores,
Novo despencar da ribalta.

Tchum! Chuaaaaaa!

PIBrasileiro

Saudade uma palavra só nossa.
Brasileirissima só podia dar bossa.
Saúdo minha terra mãe com saudade.
Transformo pequenas partes em vontade.

Ouvindo sabias em uma claraboia.
Tatuo a bandeira no peito.
Nacionalizo-me uma paranoia.
Eu o amo do meu jeito.


Meu sangue em verde corre
Uma lagrima em azul socorre.
O suor amarelo que escorre.



Perdi minha progenitora denovo.
Peão do povo.
Parti em direção a mais estorvo.

Sentidor

O poeta nao esconde o batimento.
Ele é sangue e contentamento.
Vomita sentimentos em semiotica.

O poeta na tinta não mente.
Ele é o espelho do que pinta e sente.
Escarra contente o que lhe pulsa.

O poeta não fingi ser dois.
Ele mantem a carroça e os bois.
Caga depois de absorver.


O poeta não falsea emoções.
Ele é o pulsar dos corações.
Mija tensões pelo globo ocular.


Poetizar é sentir é viver se redimir.
Poetizar é pensar, é vibrar, é pulsar.
Poesia. Não é heresia.
Poemas sangram choque intenso.
Eu, o poeta, não sei se sinto ou penso.

O terceiro é demais

Brasileiro por inteiro.
Uma filho da patria.
Tua visão num nevoeiro.

Orgulhoso terceiro mundista.
Vaidoso sulamericano.
Ignorante como um monje budista.


Saudoso dos tropicais humores.
Nostalgia dos sub tempos.
Saudoso de esgrimar dos rumores,


Brasil com S.
O paraiso mundano.
Onde o preconceito perece.


Brasil de tantos cantos.
Terra sagrada em sangue.
Berço de agnosticos santos.


Minha terra amada.
Nucleo do meu atomo.
Por ti desembanho a espada.

Linda para todos os sentidos.
Essa nacão abençoada de pensamentos.
Composta por doidos varidos.

Patria da nova arte
Gentil sub-mundo
Referencias de varias partes.

Sutil colonia evoluida.
Já é o terceiro mundo.
Do planeta a ultima saida.

Brasileiro, latino, sudaca.
Pobre como pensa o mundo.
Desfiro comentarios vindos da cloaca.

E mancho de verde a Europa .
Cuspo amarelo no centro da pangeia,
Vomito azul nesse mundo e sua tropa.

Fardo da Fada

Tua imaginação é coisa de louco.
Tens muita assim sofres pouco..
Tens asas num brejo que privilégio.
Seu melhor remédio pro tédio.

Viajas pro mundo todo, parada.
Voas com a matéria castrada.
Essa tua beleza é intangível.
Tua abstração é inatingível.

Podes ter o poder este.
Sabes transformar tudo em nada.
E podes perder-te.

Na ponta dos pés uma fada.
Passa a vida a não sofrer.
Teu fardo é a força de espada.

terceira lei de newton

Me irritaram, musa amada.

Estancando em ti melosos versos,

que me soam tão dispersos,

Pois não acredite na toada.



De muito foste esquecida

Perece em plena vida,

Não tenha mais confiança

Sobre os atos desta criança.



A distancia não afasta.

Nem mesmo da morte,

Perceba que a tens por sorte,

Mantenha-se em sua casta.



Meu falo à morte à-toa

Que acomete esse de sorte;

Pois, teu falo é outra morte:

Daquela de alma boa.



”Na outra morte é a vida”

Faz-se controverso;

Mas é aqui onde a estrofe e o verso

Mantêm a lama erguida.



Não sobram componentes,

A lama vai sufocando

Ele, sem voz, vai definhando

Nas letras pouco eloqüentes

De gente madura assumida

Que, sem fulgor para a rima,

Imaginam ser menina

A mulher da sua vida.



É gente que envelhece

Atrás de livros e teorema

Faz em estrofes seu poema

Onde a calma vive em prece.



Ou gente, que maduro é criança

Escreve mentiras como daqueles,

Que exibem em suas URLs

Poesia (para ele) sem graça



Contra isso, de puto o chamo

E aí vou pelejando

Ainda que me conformando

Pois ele usa quem tanto amo;



Pois use, da lama fedida

De sua poesia torta

E morra, assim, atravesso a porta.

Aí sua musa será minha vida.

Soneto sotoposto

Em qual vocabulário deglutirá uma meretriz?
Dessas rampeiras com vulvas em riste.
Em Palavras e assuntos tristes.
Alfabetismo onde se lê só em xis.

Suas bocas só entorpecem glandes.
Com palavras de dama ignorante.
Sem cultura lhes é fácil cultuar.
Sem fulgura dar seu “inexplorado” altar.

Verborragia de gemido oco.
Ecoam em sua virilha febril.
A perda incessante do foco.

Vocábulo de sarjeta ao meio
Exprimem pelo quadril
Ditongos falados pelo seio.

Mulher A(r)mada

Nunca sentiu tanta morte
Seus dedos procuravam sangue.
Por ter passado com tal consorte
Inteiros dias langue.
Transformou a vida numa dependência.
Perdeu a noção da decência.
Entrou em egoísta decadência.
Trucidado sem cicatriz visível.
Matou o sentimento que inventou
Destroçado sem dor paupavel.
Estuprou o relacionamento que criou.
No ultimo respiro louvável.
Um grito em seu peito ecoou.

”Vadia, puta sem sal.
Vagabunda em bunda vaga
Vaca, maluca por pau.
Quem te tem sabe o que paga.
Teu preço,
não tem preço
Nem apreço.
Corto suas artérias com gosto.
Cuspo no teu rosto.
Mastigo seu corpo nu.
Te defloro pelo cu.
E ainda digo que nunca te amei.
Sim, fui puto.E gostei.”
O idioma do meu mundo
Em silêncio profundo.
Fala não pelas bocas.
Escuta não pelo ouvido
Fonemas com ingua.
Palavras ocas.
Sonoridade que duvido.
Escarro na lingua.
Hablas, parla, speak, fala.
E o som cala.
Uma troca de fluidos e simbologia.
De silabas e morfologia.
troca-troca de cultura
Uma suruba à altura.
Sodomia de dialetos
Dialogos pouco concretos.
Essa é a sala em que converso
Fonemas se entendem por verso.
Mas o real sentido da fala se perde
Nunca sabemos o que conversamos.
Tantas liguas que a lingua arde.
Tanta informação transamos.
Nunca nada foi dito.
Nem nada entendido.
Sons e zunidos disformes todo dia.
Derrepente
um holandes pia.
Um espanhol mia.
Um ingles late.
Um marroquino grunhe.

E eu com meu portugues rebuscado.
Me sinto cada dia mais proximo do relinchar de um burro.

Não seria mais fácil se tal elo perdido que nos separa dos bichos se mantivesse como de nome???

MUSAS

Caras e belas sensiveis musas.
Sobre música sei pouco.
Mas sei que o Si me deixa louco.
Quando mi(m) é só perguntas.

Todos sabemos que a música toca.
Mesmo quando sai da boca.
Nela muitas vezes nem música há.
Como a poesia em tudo está.

Pois digo a nota mais bela é a ultima tocada.
Tocada como a última gozada.
Ela que abre as portas.
Portas para outras notas.


O amor é sinfonia de notas e agonias.
O amor é dos incompletos.
Ideogramas por tortas linhas.
Colocados de um jeito correto.

Assim é feito de dois.
Não há quem sozinho o amor ame.
Se conheceres me chame.
Mas deixo isso pra depois

Acredito na canção que termina a a(f)lição.
Mas pergunto:
Sem perguntas
Qual será tua motivação?

GUERRA

Há se eu tivesse um bilhão.
Teria muitas armas à mão.
Compraria granadas e minas.
Acabaria com todas as sinas.
Montaria meu exército em sangue.
Acabaria com essa inescrupulosa gangue.
Primeiro um golpe de estado.
À força com os dentes arrancado.
Mataria hipócritas e políticos.
Escalparia os céticos.
Estupraria a lei como um covarde.
E jogaria álcool para ver se arde.
E começaria a saudosa utopia.
De ser governado pela filosofia.
Por ela eu até mataria.
Por ela eu até morreria.

sempre

Nunca me vi pela nuca.
Egos nos meus olhos cegos.
Nunca senti pela nuca.
Cheiros de meus corpos inteiros.
Nunca bebi pela nuca.
Absinto pra saber o que sinto.
Chego sempre e digo nunca.
Para o nunca sempre chegar.

outras palavras

palavras
são
lavouras aradas.
Em movimento
nunca paradas,
as palavras.
Plantadas
e regadas.
Dançam
cansam
E descansam.

Até que sejam trocadas.

Ai m'eu deus!

Nós também somos “deus”,
Os meus, os seus.
A figura de “deus”.

Dentro de cada um, tudo.
A fé, o escudo.
E o inconsciente ainda mudo.

Senhores do destino.
Desse, Deus cabotino.
Que confunde o menino.

O inconsciente coletivo, nosso.
É deidade seletiva até o osso.
Pulsantes detetives se aprofundam no poço.

Quem percebe o poder que tem.
Não fica sem. À quarta dimensão vem.
Passa a(o) poder 100.

Pois então vá logo ter fé em ti.
A saída daqui. Esta em si.
E com todos que aprendi.
A escolha é sua.
A verdade nua.
A carne crua.
A resposta: a rua.
Onde os meus e
os seus.
Aceitam ser "deus"

Vicio

Sou viciado em vícios.
“Fumo mas não trago”
Quem traz são os meu amigos.
Na fumaça me afago, apago.
A inveja dos inimigos.
Sou viciado em vícios.
Meto no pensante
Batimentos do pulsante.
Anacrônico e adiante.
Estagiário do prazer.
Incorporo o desejo no músculo.
A carne e o sangue a fuder.
Me defloro do raiar do crepúsculo.
Sou viciado em vícios.
Jogo minha vida no fogo.
Troco minha vida sem troco.
Aposto correndo sozinho.
E a sorte tem pernas curtas.
O azar é o caminho.
Pois só o amor da frutas.
Sou viciado em vícios.
Droga de vicio que me droga.

Tao e tal.

O inferno é aqui na terra.
Esse céu azul em eterna guerra.
Andam por aí todos os demos.
Competem pelo menos.
Puxam tapetes, todos escrotos.
Rasgados falando de rotos.
E o planeta azul esquenta.
Pinga suor incrédulo das ventas.
Nesse infinito perde e ganha.
Boas ações viram banha.
Escorre tecido adiposo nas verdades do mundo.
Bocas calam o sentimento profundo.
Isso é viver onde vivo.
Matar com motivo.
Somos todos encarnação da besta.
Laranjas podres da mesma cesta.
Rotinas, somos todos diabos.
Diabos, somos todos rotinas.
Corriqueiros, anarquistas, pretensiosos.
Maloqueiros, hedonistas, ociosos.
O inferno é aqui na terra.
Onde a fogo se ferra quem erra.
Superpopulação de filhos da puta.
Que para ser feliz labuta.
Todos nós bestas, burros, antas.
Entre nós também plantas.
O inferno está na cabeça.
Todos roteirizados numa peça.
O fogo é nosso destino.
Destino que abomino.
Findar-se-á a guerra do ser.
Quando sua vontade for morrer.
Sem corpo o paraíso se abre.
Pois o Mal também no bem cabe.

Demo version

O demo faz com que meu corpo minta.
Ele chuta minha cabeça e me espeta.
E bate no coração para que ele não sinta.
Assim quem bate no peito é o capeta.

O senhor do fogo faz parte de nós.
É o equilíbrio que falta na sanidade.
O racional e o jogo, são sua voz.
O contra peso da balança sua verdade.

Minhas mãos convulsivas.
E a realidade passa a ser meia.
Fogo e reações explosivas.
Sangue e suor escorrem na veia.

Não é de todo mal.
Nem é de todo bem.
O diabo é racional.
É emoções de outrem.

Sinto o brotar de chifres em minha testa.
Uma asa negra e pontiaguda vira meu terno.
Sou a própria encarnação da besta.
Pronto para viver neste terreno inferno.

Anônimo.

Droga de droga que me droga.
E drogado acho a vida um vicio.
Droga de vicio que me vicia.
E viciado acho a vida uma droga.

Autópsia

Guardo no peito
a dor de um leito.
Escondo de mim e de outros mortos.
A dor, que me cega,
onde me deito.

Ancoro em inexistentes portos.
Me reprimo sentimentos fortes.
Me oprimo a um batimento cortes.
As lágrimas não passam de material.
Transformam a dor em algo carnal.

Gotas de desespero brotam em meu peito.
Como flores brotando de esterco.
O guarda da dor é meu peito que não pensa.
E sofre uma febre venal por vezes tensa.
Guardo em meu peito uma família.
Mãe, tia e prima.
Guardo no meu peito meu contento.
E o guarda do contento é meu peito.
Ele me bate a cada batimento.
Me surra a cada sofrimento.
Agora a pedra metamórfica é quase lava.
Ela que em outros tempos congelava.
Agora pulsa com o pulso da repulsa.
E cospe sangue pela culatra
Alguém me de uma serra.
Autopsia sem morfina me finda a guerra.
Prestes a abrir seu peito com a mão ele grita ao pleito.
“Corte-me a cabeça, mas guardem meu peito”

Suicidas vivos

Sociedade dos suicidas vivos:

Insanos entre gritos e uivos.
Perambulam entre suas próprias razões.
Fogem das artérias e das emoçoes.
Tal bipolaridade
Lhes põe estáticos.
Qual uma verdade.
Sentimentos práticos.
Parados na linha do espaço.(tempo)
O tempo perde o passo.
O metrônomo o compasso.
Eles voltam com seus dizeres.
“Quanto mais viveres,
Mais tempo para cumprir sua missão”
Mas não pensam com o coração.
E se matam na maldição.
Dessa merda de razão

Pulsa

Célebre Celebro
Meu Célebre célebro
Vive numa Anarquia metódica
A rotina da física quântica.
Ele paraodoxo.
E trava.
Desiste de pensar.
Deixa de ser celebro.
E pulsa como uma artéria.
Estou livre de mim!
Ufa

Passatempo

E os minutos tem passado



Lábios que se tocam como trombetas celestiais,
De um jantar velas em castiçais.
De um dançar toques e nada mais.


E os minutos tem passado
E os laços estreitado


Mesmo fechados olhos que se falam.
Cerrados, ocultos, mesmo assim não se calam.
O pulsar dos corações, o sangue que corre nas veias.
Cada manhã, cada tarde, cada noite mais teias.


E os dias tem passado
E os olhares apertado


Toque manso, fina seda, meu descanso, sua prenda!
Tento não forço, lhe peço não se renda!
De minha alma uma oferenda


E os meses tem passado
E os toques refinado


Numa dança de neurônios um dia nos encontramos.
Falamos, discutimos, afrontamos.
Admiração, desafio, respeito
Numa dança de corpos ao nosso jeito.

E um ano que passa
E um sentimento que chega

Sem medo de nada, sem culpa nenhuma.
Forte como uma espada, leve como uma pluma
Como coisa levada, como banho de espuma.

Amaldiçoado seja

Em nossa era é maldição:
a ve(ra)(lo)cidade da informação.
O século dos computadores.
Computa rápidas e falsas dores.
Todos mudam rápidamentiras.
Essa gente mente,
se mostra diferente.
Em nossa esfera é maldito.
O heterônimo de um grito.
Um codinome em atrito
A net se faz de oráculo.
E é só obstáculo.
Uma parede quadrada entre mim e mim.
Entre você e você.
Entre ele e ela.
Essa tela unidimensional.
Que nos afasta do carnal.

Meu R.G.
Virou I.P.

“Mudo, volto a ser um número.”
Frios como um parafuso.
Desconcertamos o fuso.
Confusos ou sem fusos.
Confundimos quem nos vê pelo IP.
E quanto mais mitômana fica a máquina.
Mais terreno ela percorre.
Mais o rio corre e morre
Mais informação decorre e escorre
Esse contra-tempo
Vai acabar com a verdadeira linha do tempo.
Passado, presente, e futuro no mesmo furo.
Será esse o apocalipse profetizado.
A máquina será senhora da hora.
A mãe de toda verdade
Ontem, hoje e manha serão mesma realidade
Metiras e tudojuntoaomesmotempoagora.

Pedofilia

Ser louco
a ponto de regressar.
Ser criança
em todos os sentidos.
Conversar,
com o ar,
falar.

Peito e crânio
melhores amigos.
No asfalto,
o mar imaginar.

Delirar inmaturamente com a visão.
Olhar infantilmente com o tato.
Tocar ingenuamente com a audição.
Escutar insolentemente com o olfato.
Cheirar inocentemente com o paladar.
Degustar incondicionalmente o amar.

Ser criança a todo momento.
Jogar ações ao vento.

Sem cicatrizes nos atos.
Sem pensamento nos fatos.
Não ter o poder de julgar.
Perder a noção de culpar.
Castrar
o que chamam pensar.
Chorar
para se comunicar.
Viver de ensinamentos, eterno aprendiz.
Escutar o que se diz.
ReNascer todo instante
para manter-se feliz.

Estran(ho)geiro

Aos passos de uma nova vida.
Mais um terreno desconhecido.
Mais um estrangeiro perdido.
Aos traços da essência esquecida.

Enche as pequenas malas de mins.
E deixa-se nesse pais deveras xexelento.
Queima todas máscaras do arlequim.
À procura de um novo contentamento.

Viaja assim. Sem mim.
Toda a bagagem será uma nova.
Cada preconceito será uma cova.

Voa assim. Pra mim.
Cada passado(a) uma sova.
Toda roupagem uma trova.

Mais um passo no vazio do espaço.
Mais um traço no estio do cansaço.

Foge do tempo que passou.
Cospe no espelho
Engole a farsa que criou.

Longe de si a nota mi(m) se encontrará.
Será? Deixado o fedelho.
E a escada num túnel se tornará.

Besouro Rola-Bosta

Gregor Samsa não virou uma barata

Meu pensamento transgênico.
Coloco no papel higiênico.
Me alimento para cagar.
Evacuo para apalpar.
O que não sei que sinto.
O que sei que minto.
E da minha bosta nasce a vida.
Volta para minha merda a comida.
Torno ao trono.
Do fertilizante sou patrono.
E em redundante aprendizado.
Evoluo estando cagado.
Fadiga

Sou uma grande farsa.
Um amante mal acostumado.
Minha emoção é falsa.
Meu peito acabrunhado
Não amo nem a mim mesmo.
Quem dirá amar outrem.
Me deixo sozinho a esmo.
Sem o amor de ninguém.

Flor da (va)idade!

É preciso ser insensível
para crer no além do crível
Levar tapas em cada esquina,
De predadores de rapina.
Acardíaco me finjo,
em branco me tinjo.
E perduro nesse não saber distinto.
O que sinto?
Serão delírios de absinto!
É uma dádiva viver.
É uma dádiva morrer!
Já a vida é uma aposta.
Um poço de bosta.
Onde nascem margaridas.
Flores sobrepostas a feridas.
Impossível insensibilidade.
Crua verdade, por igualdade.
Aproveita então seu minuto.
Enquanto com o coração disputo.
Bate, pulsa, derrama-se.
Derrete-se, corre e escorre.
Esse meu coração mole.
Infla-se o fole.
Mais um gole.
No poço da vida.
Uma água fedida.
Uma alma ferida.
Num cálice intangível.
O além do crível.
Um respiro seguro.
No diafragma um murro.
Saio de cima do muro.
O que passa a me importar é o viver.
Para um dia morrer.
A vida é problema dela, essa cadela!
Em preto e branco até que singela.
Vivo como se fosse o último. Minuto.
Intenso. Enxuto.
A única coisa da vida?
O aprendizado da ferida.
A dor sentida.
Pensada fundida.
A pulsares elétricos.
Críticos frenéticos.
Neuroreceptores.
De pensamentos e amores
Não me fale de vacinas.
Pois repico com chacinas.
Não me diga acostume-se.
Pois repito embosteie-se.
Com mais fertilizante.
Com ações delirantes.
Sempre como antes.
Nostalgia, nevralgia.
Neurônios no peito.
E o “celebro” lhe pungia.
Um músculo, celebre crepúsculo.
Um, não é o outro.
Sangue, absorto.
Descobre que a sensibilidade.
Também é racionalidade.
Cuspindo a água da vida.
Findando a ferida.
Passa a ser poço.

Carpe Carpe

Dor - o sentimento mais intenso,
mais real e mais imenso que: Amor.
Chicoteando pequenas porções de realidade,
em dor de verdade.
Courificando corpos esfuziados em látex,
sem cor.
Glorificando os espasmos de nevralgia e insanidade.

Saia do submundo para as saias do mundo...
Da reverência, ou devoção extrema e irracional és oriundo.


Vem fetichista,
nem feminista
nem machista.
Me de sua voracidade,
sem cometer atrocidade.
Vem dor, fria e calculista!E insista
Mostre que não há nenhuma periculosidade.

Saia do submundo para as saias do mundo...
Da devoção extrema e irracional és oriundo.

Ela não está, apenas, nos nervos que a cerca.
O rubor fica evidente antes que a sensação se perca.

Fácil assim, sem paradoxo, metáfora ou aliteração.
Aflorar é a palavra que define a necessidade.
Não criarás vicios apenas acalentarás a vontade.
Difícil em fim. Para fora! Livres de tua própria prisão.

Afinal não sou eu que tua vida dito,
Mudar o que pensas, de forma alguma cogito.
Só peço que tires da garganta um grito!
- É livre o meu arbítrio!
É livre-arbítrio.
Livre-arbitrio!
É meu o posto!

Opostos se atraem,
almas gêmeas se traem.
Emudeça enquanto o outro fala,
grite enquanto a outra cala.
Iguais se repelem,
antagônicos se juntam.
Diferença fugaz,
semelhança tenaz.


Quem concorda
não acorda,
não dá pano nem corda.
A discórdia dos úteis
nada tem da concordância dos fúteis.
Repudio há,
por alguém que complete frases,
Fases! Tá
Por essência,
a toque de caixa,
quanto maior a diferença,
melhor se encaixa!


Entre gritos calados de desespero seguro,
pulo um muro!
E quanto mais me afasto mais nefasto.
Se apropinquar-me, fico fixo,
se fiz-me claro estive prolixo.
Paradoxo em poucas trovas, diferença vontades novas.


A diferença entre a areia nos olhos
e o acordar dos neurotransmissores.
Está nas dores,
entre o tapa e a entrega de flores,


Almas gêmeas desconhecem o adultério,
enquanto opostos não se levam a serio.
Grito em sussurros,
acaricio em finos murros.
E entre antagonismos na maior das diversidades,
sem a ansiedade da idade.
Concluo:
A semelhança jaz, nas diferenças há mais!

Sangue na ponta dos dedos

No escuro, caminho com um escudo!
Na calada, personalidade multifacetada.
E mudo meu mundo.
E o mundo, eu mudo!

“Prefiro ser essa metamorfose ambulante”
Acordar com droga, dormir com calmante.
Prefiro ser quem você pensa que eu não sou.
Dissimular sentimentos pra chegar onde estou.
E o mundo muda o modo
E eu mudo o modo do mundo.

Protejo-me do que desejo.
Alguns assustam, outros seguem o cortejo.
Sua aprovação não almejo.
Então olho e não vejo, flerto e não beijo.
E moldo o meu mundo,
E mudo o meu molde.

Mas sem perder a essência., nem sair da cadência.
Sem perder a decência, nem deixar a latência.
E molho o molde do mundo.
E mudo o molho do meu mundo.

Minhas células se regeneram tornando-me outra pessoa.
Poucas vezes má muitas vezes boa!
Caminho atrás de uma máscara social.
Não mostro quem sou, sim, por mal.

Afinal nem todos merecem meu crivo!
Nem todas as “amizades” padecem cultivo.
Assim mudo e me moldo ao mundo,
sem perder: a essência, nem a cadência
a decência, nem a latência
Nem ao menos por um segundo!
Revolução Pessoal

A cilada virtual
é um jogo
entre a maquina e o animal.
Entre zeros e uns,
pequenos chips de titânio
nós mostram o terror irreal.
Clica e abre, clica e fecha.
Mais um programa feito sem sair da cadeira.
Lembro-me do tempo, em que usar a imaginação
nada mais era do que uma brincadeira.
Ganhar ou perder nessa pseudo-disputa
não é o objetivo das partes desse abismo.
Infinita seria a evolução que coexistisse em mutualismo.
Entre toques de teclas virtuais,
já perdemos a noção do real por essência.
Já não podemos distinguir
um erro na placa mãe de um trauma da infância.
E nosso Hardware
vai tentando reparar os erros
através da atualização.
Algo que nos mostre a saída da prisão.
E lá vamos nós, atrás da última saída,
o recomeço da infindável vida.
Control
Alt
Del,
exatamente quando trava tudo.
Não importa se foi a memória,
o processador ou dos vírus o escudo.
Volta as nossas mãos um poder que nunca foi nosso.
Por segundos somos deuses deste troço.
Mais uma seqüência de teclas combinadas

e tudo recomeça.
Como para os espíritas inicia-se uma nova peça.
Ctrl + Alt + Del,
entramos na última saída possível.
Num lugar por além do crível.
Praticamente impossível.
Ah se uma máquina eu fosse.
Ah se com um HD eu vivesse.
Todas as questões existencialistas
que permeiam meu córtex sem resposta
Teriam a combinação de teclas
para quando dá bosta ?
É assim que foge a maquina,
do destino que lhe foi fardado.
Com a ajuda do animal mamífero
em sua frente sentado.
A fuga, inerente ao ser humano,
foi transposta em parafusos.
Há quem defenda
o polegar opositor dos confusos.
Mas questiono a teoria,
para mim de todos os medos a humanidade fugiria.

Até criar um bip bip!

Que nos evidenciou outra particularidade.
O humano desgosta a realidade.
Foge dela como deus do fogo.
E voltamos ao jogo,
à emboscada virtual.
Quando o programa percebe o erro fatal.
E sozinho tecla suas próprias teclas em harmonia.
Ctrl + Alt + Del.
Mais um erro,
uma fuga independente
da interminável agonia.

Solo em Si

Sozinho estando acompanhado.
Este é o destino que lhe foi fardado.
Único numa multidão de amigos.
O pródigo da revolução dos notívagos.
Procura alguém que o entenda,
troque farpas e compreenda.
Procura a resposta fora de si.
A fuga continua iminente, daqui.
Onde se faz a pergunta não se obtém a resposta?
Infindável questão nos neurônios posta.

A pensante não responde, apenas conclui.
Ela não sabe o porquê, apenas flui.
Sozinha nunca está só.
Em escala de si, não em dó.
Elevando a si mesma em sua redoma de ar.
Caminhando sem sair do lugar.
Sem parar!
Questões flutuam pela cabeça.
Do cantar dos sabias até que anoiteça.
Nas paredes do crânio neuronios explodem.
Celebre e “celebro” em seguida implodem.
Um grito, e corre.
Frito morre.
Mais um neurônio suicida.
Mais uma morte pela vida.
O esfuziar de mais uma procura.
O enlouquecer na busca da cura.
É o antídoto e a doença.
O ceticismo e a crença.
Tudo dentro e fora da mesma cabeça.
Mais um neurotransmisor necrosado.
Renova-se por ter pensado.
Reprova-se por ter passado.
Recria-se por inteiro
Recicla-se sorrateiro.
Percebe que a solidão também é relativa.
Que dentro existe um si que cativa.
São eles que se matam a cada instante.
A cada aperto do pulsante.
Vários deles prolixos, redundantes e insistentes.
Muitos deles, libidinosos, retirantes e persistentes.
Alguns deles práticos, simples e contundentes.
Poucos deles fatigosos, conformados, prepotentes.
O óbito de uma amiga jovem.
Faz com que eles se provem.
E concluam quase num coro.
Peça pra si seu próprio socorro.

centrado

Eu não estou no centro é ele que esta em mim?
Geram-se fatos e sentimentos, assim.
O centro dos centros esta no interior dos atentos?
Dos que hasteiam descontentamentos.
Dos levados por sentimentos.
Tal procura reside adentro.
Não sou eu que estou no centro?
Ele esta em mim?
Como risada em arlequim
As atenções não se viram
Elas se miram
As intenções não se miram
Elas sim, se viram.
De dentro pra fora.
De antes pra agora?
Ser dono de seu próprio buraco negro.
Ser patrono do seu próprio desapego.
Uma mão no medo,
Um tapa sem um dedo.
Então nunca me sento no centro?
O centro eu sinto.
Pro centro eu minto.
No centro me pinto.
Penso que penso,
me torno propenso.
A erros crassos.
A procura de braços.
Em retrocesso alguns passos.
Tudo para o meu centro achar
Egoisticamente pra dentro levar.

A resposta que de dentro vem.
Com questionamentos assim
O meu centro esta em mim.
E seu centro esta em quem?

Olha bem

Se lhe pareço pedante, foda-se!
Se lhe pareço arrogante, esconda-se.
Se lhe peço ofegante, vire-se!
Se lhe peço doravante, mire-se.

Te quebro na borda.
Te amarro na corda.
Na carne me bordo
Em choro transbordo.

Estive prolixo, se me faço claro.
Se me mostro de ferro.
Me sinto preclaro
Sou feito de barro.

Se lhe pareço pop. Toma.
Se lhe pareço top. Coma.
Se lhe pareço algo preste bem atenção.
Me conheça antes de pensar ter razão.

Mente

Inacreditável mente tola.
Clamo: “Alguém me socorra”
Sensível mente acuada.
Sangrando e talvez tatuada.
Desesperada mente enfadonha.
Querendo o que apenas sonha.
Deliberada mente pueril.
Insignificantemente, vil.
Lasciva mente sibarita?
Sem receber, acredita?
Querer Reciprocidade caçar?
Trazer para dentro do lar?
Inconcebível mente indolor.
Queimaduras pelo calor.
Pausada mente compõe.
Entre gritos no vazio põe.
Um sentimento com dor
Descontinua mente no amor?

Sentindo entre suas próprias paredes venosas.
Entre grandes traumas e ações pecaminosas.
Um grito como um tumor entre seus dentes.
É atrito, hora triste hora contente.

Um alguém que não é.O mesmo alguém que não está.
Esse alguém não se vê Só se pode cheirar.
Gostar estranho. Sem tamanho. Será?

Sente aquilo por alguém que lá não pode estar.
Querer algo com ninguém não se deve deixar
fazer tudo por alguém, que cá não possa amar.
Saber nada de ninguém antes de tudo acabar.

Querer poder.
Não é não ter.
Querer não é poder.
Querer, poder?
Pode porque gosta.
Quer porque mostra.
Poder dá mais gosto.
Querer da mais mosto.
Fermenta o coração.
Fomenta a paixão.
Inacreditávelmente um Sentimento
Palpável mente e um.batimento.
Tolo, como, o ultimo pedaço do bolo.
Tum-Tum----------------------------------------piiiiii!!

Egoísta

Eu só gosto de quem não gosta de mim?
Prefiro granito ao marfim,
Eu não gosto de mim?
Nem começo já ponho um fim
Me exponho ao ridículo, sim.
Eu só gosto de quem não gosta de mim.
Porque tenho que ser assim?
Preferir algodão à cetim.
Pra sentir-me como arlequim?
Eu não gosto de mim.
Será mesmo que estou afim, masoquismo, auto-flagelo?
Se paro, se espero?
Quero isso pra mim?
Descaso ao esmero.
Estou entendendo errado?
Parametro deturpado?
Sou eu o único culpado.
Significante não é significado.
Estou entendendo errado.
Eu não gosto de mim.
Eu só gosto de quem não gosta de mim.
Parametro deturpado.
Estou entendendo errado?
Responda Não ou Sim?
Eu estou quase apaixonado.
E vc o que sente por mim?

Mundo mim

O inacabado não tem fim,
nesse mundo chamado mim!
Sinto me imaculado,
sentimento deturpado,
olhar desviado.

Quem sou eu?
O que quero da vida?
Será levar cada dia como o ultimo,
cada instante como o pródigo.
Cada porta uma saída?

Daqui.
Do quadrado
Onde não, estou, estou,
estive,estive, vou,vou.

Parei na primeira que vi,
logo ali.
Uma porta com sangue,
em carne e quelóides.
E por incrível que lhes pareça,
fui frigido.
Puerilmente rígido.
Entrei e cá estava.
Num mim distante de mim

Quem sou eu?
O que quero da vida?
Será mostrar o que não sou,
para saber onde não vou?
Cada porta uma sentença
Assim. No quadrilatero.

Esta lá ela,
a porta da primeira espera.
Feita de marfim,
só pro mim.
Cheirando a chuva no deserto.
Trazendo-me de longe pra perto.

Mais um passo,
no vazio do espaço.
Agora num mim sem flores.

Quem sou eu?
O que quero da vida?
Será disputar com mim,
pela porta de saída?
Por lá. No cubo

Então chego em uma porta,
aquela de antes, morta!
E me deparo com o descaso dos “eus” que a velam.
Pessoas que não fazem só protelam.
Continuo o caminho, pelo passadiço.
Sem achar aquilo, ou querer isso!

Deparo com mais um portão.
Que me abre a visão.
Belo pela rusticidade,
pela idade, maduraidade!
E por incrível que lhes pareça
essa porta é um túnel, enfim.
Um túnel pra fora de mim.
Saio de onde nunca estive.
Quebro paradigmas.
Derrubo a estirpe.

Um túnel espiralado, de lado!
Visivelmente para a cima.
Mesmo que relativo,
um túnel que tem meu crivo.
Sem dimensões,
sem parâmetros,
sem prisões.
Sabe, indo pra frente,
correndo entre a gente.
E as portas passam a ser degraus,
não há mais nada a se ver.
Somente a vista do topo da subida,
na saída.
Viver.
Agora panorâmico,
lá onde nunca estaria.
Com a visão
por além da alforria!
Creatura completa,
mais ignorante que esperta.
Beirando a sapiência!
Torno prática em experiência.
De por a mão em chamas.
Sem o uso de mucamas!
Sábio, por não agir,
sábio por na vida fluir.
Como água sigo a corrente.
Ando entre a gente!
Até encontrar um mundo
que me ponha novamente doente!

Ritmo de la noche

Faço da noite o meu brinquedo.
Nas noites de lua, tragos no medo.
Brincadeira de gente grande.
Quieto, vermelho, branco, falante.
S’eu brinco a cada crepúsculo?
Esbaldo-me, torno-me músculo.
Pulsar ofegante,
delirante!

Não expire
inspire, inalar-se,
inaleantes.

E o mundo gira ao nosso redor.
Vejo o bello no estupor.
Clamo por mendigos, senhor.
Ao redor do mundo agora, eu giro.
Caras. Bocas, sorriso de gente louca.
Se na tua boca causo suspiro.

Dou, e
tiro.

Poses, sorrisos amarelados.
De canto de boca!
Sorrisos de lado.
Pílulas fazem Tim!Tim!
Na calada continuo assim.
Dentro do véu, longe de mim.
Pára o mundo que eu quero descer.
Para o mundo, eu quero você!
Para o mundo que eu quero perder(aprender).
Paro o mundo e espero você!

Não expire
inspire, inalar-se,
inaleantes.

Profissionais entre carreiras.
Amizades entre rasteiras.
E mais sorrisos amarelados.
Sorriso de gente morta!
Sorriso de porta!
Sorrisos de lado.

Dou, e
tiro

Deliro em um quarto,
Talvez depois outro.
Fraco de mais não faz fato.
Talvez depois morto.
Música, cores,
Túnicas, flores!
O poder da cabeça desafia os doutores.


Faço da noite meu maior medo.
Trago, inspiro,
Tomo e piro.
Dou e tiro.
Faço das noites meu melhor enredo!

Edipo errei

Sou mais um puto jogado.
Em luxúria enclausurado
Transbordando gotas de vida chula.
Esporrando lascividade na cara tua.
Entre espasmos de serotonina.
E pernas voluptuosas de menina
Me encontro e perco.
Ao mínimo toque fervo.
Um tanto quanto incontrolável.
Virilidade pouco louvável.
Santa ninfomania.
Pecados todo dia.
Céu e inferno em saltos.
Fel interno em gritos altos.
Faço disso minha prece.
Até que minh’alma confece.

Tudo de novo.
Quebra o ovo.
Mais um mundo.
Puto vagabundo:
A fêmea

É este o combustível.
Matriarca das emoções.
Essa alguém que vive em pulsos.
Rainha dos corações.
Entre gemidos e soluços.
Palpável, crível, incrivel.

Pelo topo o início.

Cabelo de mulher é vicio.
Seus olhos revelam almas.
Suas piscadas calmas.
Seu mirar de rapina.
Mulher ou menina.
Suas bocas entorpecem o pau.
O sangue me torna venal.



Veludo,
Seda
ou simples pele.
Seu cabelo não interfere.
O gosto,
o tato e o cheiro.
Me derrubam mas não por inteiro.
Pescoços frágeis.
Pedindo para serem mortas.
Indefesas com uma mordia.
Abrem de prontidão as portas.
O colo onde tanto me afago.
Odores que tanto trago.
Escuta-se o pulsar de sua cabeça.
Até que novamente entorpeça.




Desço até o seio.
Entre as mamas.
No meio.

Sinto um osso.
Esse mais grosso.
Sangue indefeso.
Um coração preso.
Pulsos mais fortes.

No peito os peitos.
Perfeitos.

Sua métrica impressionante.
Me fazem seu maior amante.
Também ao toque reagem.
Abrem a porta da barragem.
A minha mãe volto.
Grudo e não solto.
Mamo, mamas com amor.
Para acalentar minha dor.

Ao umbigo dedico meu ser.
Ele alimentou meu nascer.
Me abstenho da bunda e da perna.
Encontro delas em qualquer taverna.

Passo a vulva meu prazer.
Seus espasmos sem querer.
Goles de amor e sexo.
Buraco complexo.
Dessa cabana.
Calor emana.
A ela:
dedico meu estar.
Encher, transbordar.
Adoro estar envolvido.
Adoro sussuros ao ouvido.
Ao útero torno num segundo
Retorno a minha saudade.
A quem me trouxe ao mundo.
Percebo a minha verdade
Esse puto sibarita vagabundo.
Não é carente de mulher.
Descobre chegando ao fundo
Que apenas uma mãe quer.

Pos-moderno

Realidade bilateral é o de hoje.
Informação vai e vem na luz.
Rapidos como raios passam os fatos.
São passado antes mesmo de serem.
Habitat 2.0 futurástico.
Virtuasidade é honra que conecta.
Zeros, uns e um planeta.
Somos redes, ápodos, heteronimos.
Apelidos de nos mesmos, impelidos.
De dentro pra fora num orgasmo
Inoportuna implosão que inclui.
Gente de todas as partes e almas.

Novamente, fria janela essa tela.
Um jogo, RPG de uma geração.
Tabuleiro decodifcado virou nosso desejo.
Nossos anseios se padronizaram.
Um logo, uma marca, um conceito.
Teclamos firme nessa estrada de dois gumes.
Aproximamos a cabeça do browser.
Distanciamos a essencia do ser.
Adaptamos o ser ao não estar.

Maquiavelamos as possibilidades.
São tantos calculos que nem contamos.
São tantos clones que politeismo é requisito basico.

Talvez tenhamos conseguido separar o alter ego.
Deixar-lo exposto num pelego.
Só e somente para tetrificalo como LEGO.

Canção do Auxilio

Canção do Auxilio.


Meu exilio tem saudades
Porque lamenta, quem saberá?
M’ as vozes que aqui gorjeiam,
Não gorjeia um Sabia;

Nosso fel tem mais centelhas,
Nossas falhas tem mais dores,
Nossos choques tem mais vida,
Nossa vida mais sabores.

Em cismar – no fio, do açoite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem ideias,
Gorjeadas pelo ar.


Minha terra tem terrores
Que tais não encontro eu cá.
Em cismar – no fio do açoite –
Mais prazer encontro eu lá.
Minha terra tem sabores;
Que tais não encontro eu cá.

Mas permita deus que eu morra,
Se nunca voltar para lá,
Sem que disfrute seus terrores,
Que não existem por cá,
Sem que ouça a minha janela,
O Sabia a chorar.

Ensaio da Cegueira

Ensaio da Cegueira.

Cego dos olhos, via tudo.
Com a clareza de olhos brotos.
Sem poder ver, enxergava alem e aquem.
Seus olhos nunca lhe fizeram falta,
Como amigdalas cairam em desuso.
Inuteis orgãos traiçoeiramente ciclicos.
Se pudessem ver-se não veriam.
Cegariam-se com tanto uso tópico.

Abençoados sejam os cegos.
Abençoados foram e serão.

Imagina-te sem olhos.
Sem alma aa Modi.
Ensaiando a cegueira a Saramago.
Olha-te com outros sentidos.
Poderas decidir o que não ves.
Imagina tudo, como quem nunca viu.
Teus olhos serão teus.
Tua visão egoisticamente impar.

Chora como quem caga.
Pouca importancia da aa luz.
Seu tempo se perde no espaço.
Sem a visão não ve as dores futeis do mundo,
Nem o bucolismo passivo de um por do sol.

Abençoados sejam os cegos.
Abençoados foram e serão.

Pelos olhos morrem os gatos pardos.
Brilham com o que veem na noite escura.
Teus olhos teu inferno.
A janela e a porta de tua alma estão abertas.
Como livros de paginas concretas.

Fecha os olhos e ve tudo.
Com a clareza da escuridão.
Olfato artesanal, tato manufaturado,
Audição multicolor.
E o paladar mais apurado entre todos vidologos.

Abençoados sejam os cegos.
Abençoados com outros sentidos.