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domingo, 31 de outubro de 2010

A ju a Guiar

Sonhei te ter em meus braços
num eterno abraço do jeito que for
Sonhei te ter aa alegria
Pois, não te ter é tristeza,
E rima com dor.


Não sei o que fiz de errado,
Para ter teu amor,
meu coração rejeitado,
Será que errei na alegria,
será que errei na timidez?
O único que não errei,
é saber que te quero outra vez,

Mas vejo que pelo que dizes
Serei um eterno sonhador,
E sonharei ter-te em meus braços
Num eterno abraço do jeito que for

sábado, 30 de outubro de 2010

Sangue Cinza III

Megalosapiens acordou de um pesadelo,
Na mesma cama que havia dormido,
Lavado em agua, como pau,
Levantou-se de seu tumultulu.
E seguiu a metropole.
Era mais um dia comum.
Como um dia era a mais.
Rotina, ruas pequenas e um vendedor frances.
Na saida de seu imovel,
Moviam-se todos os conterraneos,
Terraqueos mundanos, dizendo-se comtemporaneos,
O asfalto não lhe falta aa vista.
Parece que todo o mundo foi coberto.
O ar toma conta de seus pulmoes,
Ele tosse e sabe que está em casa.
Ajeita seu chapéu contra raios UVA – UVB – UVC...
E move os pés por cima da rua.
Chegou ao limite de não saber
Se o que pisa é dejeto, gente ou feto.
Segue o caminho em megapassos,
E acredita haver chegado onde ia.
Aqui nada se perde diz a placa,
tudo se encaminha,
Segue o curso,
Sobe ao decimo,
Megalosapiens senta, sorri e sauda.
Espera a hora da maquina,
E volta a si as 6. Em ponto,
Dalí pra frente diz ser livre qual França.
Mas ainda educa os seus como animais,
Ainda forma laços maquiavelicos,
ainda traga o peso da genetica,
E continua sendo um numero/barra/numero.
Seu tamanho sateliza sua força.
Diluindo sua vontade de mudança.
Mudo segue megasapiens frente ao mundo.
Aceita o clima, as mudanças, as censuras,
Dizendo ser alheio ao poder.
Torna a casa, quando lhe conveem
Tomba-se no mesmo drama,
Assiste novela como se fosse sua.
Se identifica com a esperança alheia,
Dorme e tem sonhos insolitos,
ele é deus, os seus são todos Ele,
Perdido nesse infinito de si,
Megalosapiens acorda de um pesadelo.....

sábado, 21 de agosto de 2010

Sangue Cinza II

Metropolisapiens,
mais um dia acorda.
Sempre como quem não dorme.
Abre a mesma caixa de leite.
A continua vendo o branco, cinza.



O asfalto faz parte de seus atos.
O pixe gruda suas veias.
A fumaça já lhe é necessaria.
Imprescindivel,
o mundano,
respira industria como quem dá goles de mosto.



E de lama lambusa seu rosto.
Essa mistura de fezes e cheiros burgueses
É perfume aos olhos do duro.
Os olhos do mundo lhe parecem infimos.
Megalomano, ele sempre quer mais.
Tudo é pouco.
Abre a segunda caixa de leite.
E não dá nenhum gole,



É adepto apocaliptico.
Não começa nada, mas ver acabar lhe da gosto.
Sentir-se a ultima bolacha.
O ultimo ponto.
A ultima palavra
é sempre da metropole.



Seu caminho é sempre o mesmo.
Sua locomoção é inerte.
Mover-se dentro de seu dominio é matematico.
Um dançar cadenciado e frio.
Conta os segundos de cada semaforo.

O mundano é preso.
Se protégé de si mesmo.
Entre barras e numeros chega a labuta.
Nessa hora venera a hierarquia.
Aceita despotas, vangloria os mais escrotos.

Rasgados ovacionam rotos.
A maquina na mão do mundando não para.
Mas as 6 para o mundo.
Toca o apito e todos são de todos.
Happy-hour, sad-night.



A vanguarda
anda de guarda.
Nos resquicios da velada.
E continua acordado até o sol nascer.
Era sexta feira.
Nem deus trabalhou nesse dia.
Se o fez não era deus.
O mundano anda no topo do mundo.
A frente,
a toda,
anda imundo.



After e mais um festa
jogado nos braços de Audus.
Tentando satelizar seu espaço
nunca respeita seus limites.
É um rato de laboratorio.
Cobaia da cobiça.
Um prototipo de teste.



Lhe é permitido errar.
Pois sua metropole é maquina.
Fria, calcula o erro com antecedencia.
E devolve o pixe organico ao seu lugar.

Urbanoide escuta o relogio externo.
E sente algo fisico:

Sono.

Dorme
e já não mais precisa sonhar.

Welcome Back

Sombras e sobras,
De duas carnes cruas.
E o mito da caverna iluminou-se
Não éramos mais o reflexo de cada.
Éramos nós.
Fudendo a fundir.
Quando,
não tocaram-se os primeiros átomos.
Deslizamos sobre nossa existência.
Pela primeira vez faziamos amor.
Mutiplicai-vos dizia o verso.
E nós fundíamos.
Fudiamos o amor sagrado.
E toda a liturgia.
Ainda assim éramos lentos
Viscosos, grudávamos uns nos outros.
A maior putaria que senti.
Pura, ingênua, como Lolita
Enquanto sexo ela grita.
Amor passa pelos poros
Tornamo-nos Ouroboros.
Há amar.
Em tocar, sentir pulsar,
Púbis a vociferar.
Gritos de carência afetiva.
Amor a deriva.
E um sexo a versar.
Foi abstrato meu corpo.
Enquanto misturava ao dela.
Formos completos,
Entre instinto e razão, permeamos
Flutuando no purgatório sensorial.
Gozamos juntos,
nenhum de nos ejaculou.
Mas gozamos
Desatados amamos,

Latexeca

A caixa era cara, quase tão pomposa quanto
A boneca era um encanto.
Feiches de ouro, e uma senha clichê.
Dr. Parnasiano.
Vinha cheia de instruções,
Negações, e vibrações.
E presa em neoprene,
“para não machucar por fora”
Procurei pela cola das bordas,
Para não rasgar lhe o plástico
Romantismo fantástico.
Rompi a membrana, de seu embryo
Placenta, envolvia a marionete.
Despreguei sua chagas,
Ela continuava ereta.
A ultilizaçao correta.
Era recomendada a óleo.
Minha Boneca de Látex,
Brilha, reluz toda preciosa,
Formosa, pomposa.
Mas leva uma casca protetora,
Sua beleza encantadora.
E a cena da hora mágica.
Sua arrogância, trágica.
Sai da caixa e pede um sapato.
Ordena que se encontre seu casco.
Seu zíper é orgânico,
Não se abre ao comando semântico.
É romântico,
Pouco a pouco deslizamos em seus lençóis
Pouco a pouco caio em sua teia.
Minha boneca sereia,
Late, em látex.
E quando me vejo cachorro.
A quatro patas me jorra o jorro.
Desce o zíper.
Socorro.
Minha boneca de luxoátex.
Luxuria e vortex.
Eres minha musa inspiradora.
Eu falando com a boneca.
Sem que ela respondesse.
Suas palavras saiam ao foder-se
Tinha um milhão de frases,
Dizia um milhão de fases.
Mas não lhe saia a mascara.
Pois dizia na instrução
É boneca de emoção.
Fica nua quando quer.
Muito tempo depois,
Ao tirar lhe a mascara.
A boneca já era minha mulher.

Antropofaorgia

Abri a porta e entrei pela janela,
Pra comer um pedaço dela.
Canibalismo conscentido,
Raspamos seu cabelo,
Cortamos unhas, e nossa relação.
Eram vermelhas todas nosssas brigas.
Ela quis clarear os pelos,
Eu pedi pra vê-los
Medi suas penuges tal um biólogo,
Contou-se assim o prólogo.

Receita milenar, desrespeitamos.
Cruzamos, dois vinhos distintos.
E ela entrou na banheira.
Alguma vela acendeu-se
O espelho fazia vista,
Ela era mais do que seu corpo.
E sabia disso.
Assim autofagiou-se uma deusa.
Pelo dedo que indica.
Chupou como pica,
E mordeu, aquele dedo era seu.
Seu sangue era perfume,
Feromonio e estrume.
Da merda nascem flores,
Alegrias de dores.
Os outros 9 dedos foram gozo.
E ela pedia uma mordida na vulva.
Lá se foram lábios,
Sábios saborosos lábios,
Deixei-aberta e sangrando gozo,
Ataquei o braço esquerdo,
O do coração, o do medo
Este saiu gritando,
E eu que mordi mascando.
Ela ria,
E o sangue escorria.
Canibalorgia.
Éramos 6,
Seus braços, pernas, meu membro
E ela,
Minha rainha bela.
Separamos então,
A dicotomia,
Da lógica, e da intuição.
Cabeça prum lado, corpoutro.
E ela olhando seu corpo na terceira pessoa.
A banheira já era lagoa,
E o sangue era glóbulos brancos.
Newton caiu de joelhos,
E na ultima gota dela que absorvi
Éramos dois corpos ao mesmo tempo
Dois corpos ao mesmo espaço
Autotrofofagizando
A existência do outro.

Tappuware de carne loca

Carne louca em vinagrete,
Ao menos mostra uma acidez madura,
Desafia teu estomago com fungos, trufas.
Sua fibra é louvável,
A deixar-se amarrar,
prender-se no seu retrogosto
É sentir prazer do externo dolo.
Carne louca é dor parnasiana,
Pra doer por apenas semana.

Carne loucura.
Em um tapuware de látex,
Ao sugo de um período.
Repousava uma carne rouca.
De perfume guardado,
Escorregava em silicone
E guardava seu couro,
para usar toda a caça
Bateu lhe aa porta um estranho gemido,
Escravo aturdido, abriu-se a prender
Neste mudo dela.
Trancou porta,
Lacrou janela.
Comeu sua carne louca,
E acabou com essa monotonia.